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Netflix brasileira tem 30% menos filmes e séries do que nos Estados Unidos

A biblioteca tupiniquim é menor também que a de países como Hungria, Lituânia e Tailândia.




A Folha de S.Paulo informa que a versão brasileira da empresa de streaming Netflix tem 30% menos filmes e séries do que nos Estados Unidos.  A biblioteca brasileira é menor também que a de países como Hungria, Lituânia e Tailândia, indica levantamento feito pela Folha. Entre 34 países analisados, o Brasil tem o 22ª maior catálogo.

De acordo com a publicação, é semelhante, porém, ao da Argentina e do México. E até maior do que de alguns países desenvolvidos, como Alemanha e Espanha. Não são públicos os critérios exatos que a empresa usa para definir o menu para cada país. O que se sabe é que varia o custo do licenciamento de conteúdo protegido por direitos autorais. Maior plataforma desse tipo no Brasil, a Netflix também considera a demanda pelos títulos e a concorrência local. À época da coleta de dados para esta reportagem, a plataforma brasileira não oferecia, por exemplo, “Pantera Negra”, “Moana” e “The Office”, que estavam disponíveis em outros países.

Por outro lado, alguns títulos estavam disponíveis no Brasil, mas não em outros países com bibliotecas até maiores, casos de “Lost”, “Zootopia” e “Malévola”. Em termos qualitativos, há pouca variação entre os catálogos dos países. A melhor é o dos EUA, onde 10,7% dos títulos têm aprovação superior a 80% no site especializado IMDb; a pior entre os países analisados é a de Portugal, com 8,4% das obras nessa alta faixa de avaliação.  O Brasil tem 9%, que é a média dos 34 países com dados disponíveis, completa a Folha.
Fonte: FOLHA DE S. PAULO
Netflix perdeu US$ 24 bilhões em valor de mercado em menos de uma semana.


A situação só fica mais complicada para o lado da Netflix. Apenas alguns dias depois de bater o recorde negativo de maior perda de ações no limite de 24 horas, chegou a hora de alongar a queda. Em apenas seis dias, de acordo com o TheWrap, a gigante do streaming já decaiu em US$ 24 bilhões em valor de mercado, deixando um estado de alerta no ar.
De acordo com análises de especialistas econômicos, a empresa está sofrendo de uma retroalimentação do próprio sucesso: tantos inscritos foram conquistados, em um espaço tão curto de tempo, que agora torna-se cada vez mais difícil atrair novos assinantes. Uma prova disso é que a meta bimestral de mais 5 milhões de assinaturas ficou, praticamente, na metade, com apenas 2,7 milhões.
Somando a dificuldade ao surgimento de novos serviços de streaming, como Hulu, Amazon Prime Video, e até o vindouro Disney+, o interesse de novos investidores na plataforma está decaindo de maneira crescente. 
No entanto, vale ressaltar que o valor total de mercado da Netflix, atualmente, gira em torno de US$ 130 bilhões, trazendo uma outra perspectiva sobre quanto os "bilhõezinhos" a menos, de fato, valeriam. Resta esperar para descobrir!
fonte:adorocinema

TVs da Philips e AOC ainda têm falha ao acessar Netflix e YouTube

Smart TVs da Philips e AOC exibem mensagens de erro "servidor não encontrado" ao tentar usar Netflix e YouTube.


O apagão continua: tv"s phillips e AOC estão com problemas em acessar  o portal que permite usar serviços de streaming como Netflix e YouTube, exibindo mensagens de erro como “servidor Philips não encontrado” ou “servidor AOC não encontrado, tente novamente mais tarde”. A TPV, empresa responsável pelas duas marcas, disse que a falha estaria corrigida na última segunda-feira (22), mas os clientes ainda enfrentam dificuldades.



Em comunicado ao Tecnoblog, a TPV explica: “testes internos apresentam normalidade desde ontem. Estamos entendendo com os clientes que entram em contato possíveis variáveis que possam ainda causar dificuldades no acesso ao portal smart das TVs”. Ou seja, se você enfrentar alguma dificuldade, é melhor ligar para a assistência técnica.

“Há mais de 4 dias que a função Smart TV está sem funcionar”, diz no Reclame Aqui o dono de uma TV da Philips. “Minha TV estava funcionando sem problema até uns 3 dias atrás, porém a função Smart agora não funciona mais”, relata outro usuário.
TVs da marca AOC também enfrentam o mesmo problema. “Desde domingo à noite que a minha TV AOC de 43 polegadas não conecta à internet”, informa um cliente no Reclame Aqui. “Disseram que era um erro e que na segunda dia 22/07 até o fim do dia seria resolvido. Porém, hoje já é terça dia 23/07 e nada foi feito.”
“Ao acessar a tecla smart TV, ela informa servidor não encontrado”, explica outro cliente. “Acesso a Netflix normalmente, mas quando vou acessar o comando Smart TV para usar apps como o YouTube, me deparo com a seguinte mensagem: ‘Servidor AOC não encontrado. Tente novamente mais tarde'”, diz um terceiro.


Portal Smart não está funcionando em TVs da Philips e AOC

Os usuários seguem o conselho e tentam novamente mais tarde, sem sucesso. Eles desligam e ligam a TV, reinstalam o software para os padrões de fábrica, e a pane continua.
O erro provavelmente não está nas TVs, e sim no servidor que cuida do portal Smart das TVs da Philips e AOC. Como explicamos antes, alguns modelos de TV das duas marcas acessam o endereço nettv.corio.com através do navegador Opera para oferecer acesso à Netflix, YouTube e outros serviços de streaming. Se esse endereço estiver fora do ar, o portal não funciona.
A TPV tem como subsidiárias a TP Vision, que vende TVs com a marca Philips; e a AOC International. A holandesa Philips não fabrica televisores desde 2011.

fonte:tecnoblog

“Ameaça Disney” e fuga de clientes: Netflix perde US$ 20 bilhões em 2 dias

Ações da pioneira do streaming recuaram mais de 12% nesta quinta e pressionaram os índices S&P 500 e Nasdaq.



A companhia pioneira de streaming Netflix já perdeu 20 bilhões de dólares em valor de mercado em dois dias, enquanto enfrenta sua pior fase desde 2011, com novos concorrentes ameaçando roubar a liderança conquistada nos serviços de vídeos online.
As ações despencam desde o after market (negociações após o fechamento dos mercados) da véspera, após a empresa divulgar uma queda no número de assinantes nos EUA. É a primeira redução de clientes em oito anos. Nesta quinta, os papéis chegaram a cair 12%, cotados a 320 dólares. 
A empresa também falhou nas metas de conquistar novos assinantes no exterior enquanto aposta seu futuro na expansão global. Este ano, a maior investida da Netflix foi a terceira temporada da série Stranger Things, que conquistou uma vasta audiência, mas não o bastante para segurar a base de assinantes.
“A Netflix não fez nada para acalmar as preocupações dos investidores em relação às perspectivas de resultados que deverão ocorrer nas próximas semanas”, disse à Reuters Mark Luschini, estratega-chefe de investimentos da Janney Montgomery Scott, na Filadélfia.

Maior que a Disney

Em maio do ano passado, a Netflix chegou a ultrapassar a Disney como a empresa de mídia mais valiosa do mundo ao alcançar US$ 152 bilhões, mas a liderança durou pouco. A companhia chegou ao pico de US$ 182 bilhões em julho de 2018, mas foi perdendo valor de mercado e vacila desde que sua concorrente anunciou que vai lançar sua própria plataforma de streaming em novembro nos EUA. 
Em pouco mais de um ano, a Disney ganhou mais de US$ 100 bilhões em valor de mercado, com a ofensiva de desbancar sua concorrente nos serviços de vídeo online vista pelo mercado como um tiro certeiro. Hoje, a gigante do entretenimento vale acima de US$ 250 bilhões.
“A Netflix  tem um caminho difícil pela frente, com competição crescente”, disse à Bloomberg nesta quinta o analista da EMarketer Inc, Eric Haggstrom.
O recuo da Netflix pressionou os índices S&P 500 e o Nasdaq. As perdas da Netflix também arrastaram o índice que reúne o setor de serviços de comunicação, que está entre os de melhor desempenho no S&P no ano, para uma queda de 1,20%.
Os índices de ações dos EUA caíam nesta quinta, com os investidores à espera de mais desdobramentos da tensão comercial entre EUA e China, que atravessa um novo capítulo após o governo Trump sinalizar que o acordo entre os países não evoluiu.
Fonte:EXAME
"La Casa de Papel": terceira temporada de série da Netflix é apresentada em Madri
Produção estreia na próxima sexta-feira, dia 19



A terceira temporada de La Casa de Papel, a série não anglófona mais vista da Netflix, foi apresentada nesta quinta-feira (11) em Madri, a oito dias de seu lançamento na plataforma americana.

As pessoas vão devorá-la em um ou dois dias  disse à AFP o ator Álvaro Morte, o Professor na série, prometendo "muitíssima emoção, muitíssima tensão e muitos fogos de artifício".

Os atores e diretores da série desfilaram diante de centenas de fãs, muitos dos quais usavam as máscaras de Dalí utilizadas pelos personagens durante seu assalto espetacular à Casa Nacional da Moeda de Madri.
O professor e sua quadrilha vão "realizar um novo assalto, o maior já pensado", afirma a produção em um comunicado.
— A aposta subiu muito, e agora o embate com a polícia conta com muito mais elementos (...) O objetivo desta vez é muito grande — afirmou à AFP a atriz Alba Flores, a Nairobi na série.
A terceira temporada, que será lançada em 19 de julho, é a primeira produzida pela Netflix, que inaugurou neste ano seus estúdios europeus em Tres Cantos, nos subúrbios de Madri.
fonte:gauchazh

O plano da HBO e da Warner para derrotar a Netflix

Nova plataforma de streaming HBO Max deve trazer sucessos como "Friends" e "Harry Potter" para junto de "Game of Thrones"


A vida da Netflix fica cada vez mais difícil. Já há alguns meses se esperava que a empresa de entretenimento Warner, dona da emissora de televisão HBO, anunciasse uma nova plataforma de streaming para complementar os atuais serviços HBO Now e HBO Go. Agora, a empreitada ganhou nome, sobrenome e data de lançamento: a Warner anunciou na terça-feira, 9, a nova plataforma HBO Max, prevista para estrear no início de 2020 (na primavera do hemisfério Norte, que começa em 20 de março).
Ao contrário do HBO Now e HBO Go, que só possuem conteúdo da própria HBO, o Max terá nada menos que 10.000 horas de séries e filmes vindas das dez produtoras de conteúdo sob o guarda-chuva da companhia-mãe da Warner e da HBO, a empresa de telecomunicações AT&T (gigante que, nos Estados Unidos, vai de operadora de celular a dona de canais de TV). Além da HBO e da Warner, o portfólio da AT&T inclui nomes como Cartoon Network, CNN e TNT.
Havia a dúvida sobre se a Warner vincularia sua nova plataforma ao nome HBO ou se daria a ela uma cara completamente nova. Ao que parece, a ideia é continuar vinculando a imagem à HBO, embora com mais conteúdo.
“Ancorados e inspirados pelo legado de histórias premiadas e de excelência da HBO, o novo serviço será ‘Maximizado’ com uma extensa coleção de programação original e exclusiva e o melhor do melhor do enorme portfólio de marcas e catálogos amados da WarnerMedia”, escreveu a empresa em um comunicado à imprensa na terça-feira.
A Netflix é hoje a atual líder absoluta do mercado e com mais de 140 milhões de assinantes mundo afora, mas depende muito do conteúdo das concorrentes. Com a criação de novos serviços de streaming – e a retirada de conteúdo do seu catálogo – a disputa fica mais acirrada.
A briga pelo assinante e conteúdo é desproporcional. A AT&T teve um faturamento de 170 bilhões de dólares no ano passado, enquanto a Netflix ganhou menos de um décimo do valor, 15,8 bilhões de dólares.

De “Friends” a “Senhor dos Anéis”

Com o anúncio de uma plataforma unificada para as marcas da AT&T, seriados consagrados da HBO como “Chernobyl” e “Game of Thrones” ganharão parceiros de peso.
A Warner e suas produtoras de conteúdo irmãs são donas de sucessos históricos do cinema como a saga britânica “Harry Potter”, “Matrix”, as sagas “Senhor dos Anéis” e “O Hobbit” e os filmes do Homem de Ferro e do Batman. Na televisão, há ímãs de audiência como os seriados “Friends” e “Pretty Little Liars”. Nomes da própria HBO, como “Sex and the City”, que atualmente não está disponível na plataforma de streaming no Brasil, e no exterior é exibido na internet pela Amazon, também podem compor o HBO Max. 
Esses nomes, até agora, estavam espalhados nas plataformas de streaming concorrentes, como a Netflix e o serviço de vídeo da Amazon, disponível para os assinantes do Amazon Prime. A Warner começará a partir de agora um movimento de tirar o conteúdo das rivais.
A primeira “vítima” foi Friends, cujos mais de 200 episódios vão sair da Netflix rumo ao HBO Max. Já foi anunciado que a série Pretty Little Liars também vai deixar a Netflix no fim de julho.
Em seu perfil oficial no Twitter, a Netflix dos Estados Unidos fez uma postagemlamentando a saída de Friends. Por ora, não há previsão de quando a mudança acontecerá no catálogo brasileiro. A Netflix havia pago no ano passado 100 milhões de dólares para manter Friends de forma exclusiva em seu catálogo em 2018, mas o contrato acaba no fim deste ano.


A dura vida da Netflix

Será uma briga difícil para a Netflix, pioneira no mundo do streaming de vídeo e que até agora reinou praticamente sozinha. O conteúdo das concorrentes, como Disney e Warner, representa 40% de todo o tempo gasto pelos assinantes da Netflix na plataforma, segundo dados de um relatório produzido pela consultoria americana Nielsen para o jornal americano The Wall Street Journal.
A série mais assistida, “The Office”, também está de saída da Netflix (a série não está mais disponível no catálogo brasileiro) e deve ir para o serviço de streaming do canal de TV americano NBC. A Netflix ainda pode fazer um acordo para tentar manter a série, o que pode custar ainda mais que os 100 milhões de dólares pagos por Friends.
Outros conteúdos devem deixar a Netflix em breve. A Disney vai lançar ainda neste ano seu serviço próprio de streaming, o Disney+, e, com isso, tirar suas animações do catálogo da Netflix.
Em seu novo serviço, a Disney terá de animações da Pixar (como “Up” e “Divertida mente”) a personagens icônicos que vão do Mickey às princesas e o leão Simba, incluindo os novos filmes live action lançados recentemente. A Disney também tem direito sobre os filmes da Lucasfilm, dona da saga “Star Wars”, mas não poderá transmitir os seis primeiros filmes até 2024, quando se encerra um contrato com a Turner.
A Disney ainda deve manter o Hulu, serviço de streaming que ganhou após a compra da 21st Century Fox em dezembro de 2017. O Hulu funcionará como plataforma separada e com conteúdo para adultos, enquanto o Disney+ terá apenas conteúdos infantis e adolescentes.
O serviço da Disney, por ora, terá a assinatura mais barata dos Estados Unidos: 6,99 dólares por mês, ante 12,99 da Netflix e 14,99 dólares do HBO Now. O HBO Go vem gratuitamente para os assinantes da HBO na televisão e a Warner ainda não anunciou quanto o HBO Max custará.
Para convencer os milhões de assinantes a permanecerem, contudo, a Netflix vai apostar em seus sucessos próprios já consagrados como “House of Cards”, “Stranger Things” e “Orange is The New Black”, e na produção de novas séries e temporadas.
Em 2018, a empresa afirmou aos investidores ter gasto 12 bilhões de dólares na produção de conteúdo próprio (35% mais do que em 2017), e a expectativa é que esse número chegue a 15 bilhões em 2018.

Na HBO, a saída para viver sem Game of Thrones

Com o novo HBO Max, o HBO Now e o HBO Go, atuais serviços de streaming da HBO, devem ser extintos em breve, embora o comunicado da Warner não diga nada a respeito.
Com o fim da premiada série Game of Thrones, a expectativa era que ficasse cada vez mais difícil para a HBO atrair sozinha assinantes que pudessem fazer frente aos rivais cada vez mais competitivos.
No ano passado, durante a sétima e penúltima temporada da série Game of Thrones, a HBO viu seu número de assinantes (na TV e no streaming) subir nada menos que 91%, de acordo com a empresa de medidas de audiência Second Measure. O problema é que, seis meses após o fim da temporada, mais de 70% desses novos assinantes haviam cancelado o serviço. 
Os usuários do HBO Now são duas vezes mais propensos a cancelar sua assinatura quando uma série específica termina em comparação aos clientes de outros serviços de streaming, segundo uma pesquisa da consultoria Mintel. 19% dos usuários cancelariam o serviço da HBO, ante 9% da Netflix e 10% da Amazon Prime.
fonte:exame

'Stranger Things' bate recorde de audiência da Netflix.

Segundo serviço de streaming, série foi vista por um total de 40,7 milhões de usuários desde a estreia na última quinta-feira.

A terceira temporada da série retrô de ficção científica "Stranger Things" foi vista por mais de 40 milhões de usuários da Netflix em seus primeiros quatro dias, informou o serviço de streaming, que raramente divulga seus dados de audiência.


A série ambientada nos anos 80, sobre um grupo de adolescentes que combate monstros sobrenaturais, foi vista por um total de 40,7 milhões de usuários desde a estreia na última quinta-feira, informou em seu perfil do Twitter na noite de segunda-feira.

Essa audiência "supera qualquer outro filme ou série em seus primeiros quatro dias", informou a Netflix. "E 18,2 milhões já terminaram a temporada completa".

A Netflix diz ter mais de 140 milhões de assinantes no mundo todo. Ela publica números de audiência de algumas séries, mas em geral mantém em sigilo os dados sobre a maior parte de sua programação.
Está sob crescente pressão por uma concorrência cada vez maior, que inclui o lançamento de plataformas similares pela Disney e pela Apple este ano.
Em 2020 perderá séries nos Estados Unidos como "The Office" e "Friends" com os serviços streaming que a NBC Universal e a WarnerMedia pretendem lançar.

Em termos de comparação, Netflix anunciou em dezembro que 45 milhões de usuários havia visto "Bird Box" com Sandra Bullock, uma semana depois de seu lançamento.

Sem poder fazer uma verificação independente desses números ou do critério de medição sobre "visualização completa", alguns analistas se mostram céticos sobre a estatística da Netflix.
fonte:g1

Netflix deve repensar o alto orçamento de suas produções originais.


Netflix ganhou espaço no mercado de streaming licenciando séries e filmes de diversos estúdios, mas passou a investir pesado em produções próprias, eliminando a necessidade de novos contratos com diferentes empresas. 

Agora, com várias dessas empresas anunciando serviços rivais, a Netflix parece estar repensando a sua tática e assumindo uma estratégia que envolve não gastar tanto em filmes e séries originais.

De acordo com o site The Information, o chefe de conteúdo da Netflix, Ted Sarandos, se reuniu com executivos de cinema e TV no último mês e deixou claro que eles precisam ser mais cuidadosos em relação aos orçamentos de seus projetos para o serviço de streaming.

Isso significa que a empresa quer mais produções que chamem a atenção dos espectadores e chamem mais assinantes à Netflix em vez de apenas serem aprovados por críticos em busca de credibilidade para os filmes e séries originais da empresa. Um exemplo dado por Sarandos foi o filme Operação Fronteira, estrelado pelo ator Ben Affleck, que, apesar de ter sido bastante divulgado, e custado US$ 115 milhões (aproximadamente R$ 440 milhões), acabou tendo pouca audiência.



Revendo os gastos

A Netflix assumiu uma posição agressiva em relação às suas produções originais para chamar atenção não somente do público, mas da indústria do entretenimento, provando que era capaz de produzir conteúdo que poderia ganhar prêmios. Isso de fato aconteceu, mas às custas de muito dinheiro em suas produções, que agora parecem não trazer o mesmo retorno à empresa.

O fato de empresas como Apple, NBC Universal, WarnerMedia e Disney terem anunciado seus próprios serviços de streaming, o que garante a eventual retirada de vários títulos do catálogo da Netflix, assim como a já presente rivalidade com a Amazon, pode ter acendido uma luz de alerta dentro da companhia.

Isso não significa que as produções vão diminuir, apenas que elas serão menores ou terão um apelo popular maior, garantindo assim o retorno do investimento. Um exemplo disso são os filmes estrelados pelo ator Adam Sandler, que trazem números incríveis de audiência, mesmo com orçamento mais modesto e não sendo tão apreciados pela crítica.
fonte:terra

Netflix celebra dia do orgulho LGBTQ+ com cenas de Sex Education, Orange e mais... 


 A Netflix produziu um vídeo especial para o dia do orgulho LGBTQ+, que foi celebrado ontem ao redor do mundo. Com pouco menos de 2 minutos, o vídeo traz cenas de diversas produções do serviço de streaming que incluem personagens LGBTQ+.

O começo e o final do vídeo trazem a bela cena entre Eric (Ncuti Gatwa) e seu pai (Deobia Oparei) na primeira temporada de Sex Education. Ao ver o filho produzido para uma festa da escola, o pai de Eric diz que se preocupa com o filho por "ele ser tão diferente". "O seu medo não me ajuda, pai", diz o jovem.

Depois, vemos momentos das séries Special, Orange is the New Black e La Casa de Las Flores, que tocam na sexualidade de alguns de seus personagens principais, e especialmente na relação deles com suas famílias. Quando retornamos para a cena de Sex Education, o pai de Eric declara, de forma emocionante: "Talvez eu esteja aprendendo com o meu filho corajoso". 

Fonte:uol

Workshop 'Minha Carreira' tira dúvidas de estudantes sobre o futuro das profissões

Por Coaching Resende
Evento reuniu profissionais de diferentes segmentos e tirou dúvidas de cerca de 200 estudantes

“Coragem” foi a palavra que definiu o workshop “Minha carreira”, que levou cerca de 200 estudantes à Universidade Veiga de Almeida (UVA) da Tijuca. Entre as dicas dos profissionais convidados de diferentes segmentos, aprender com os erros e não ter medo de arriscar foram as mais destacadas. O evento foi realizado nesta terça-feira pelos jornais O GLOBO e EXTRA em parceria com a UVA.

O influenciador digital Leo Picon deu dicas aos alunos sobre como gerenciar a própria imagem para construir uma carreira. Premiado como Homem do Ano pela GQ em 2018, Leo também é modelo, ator e cantor. Além disso, é dono da grife Approve, da hamburgueria Luz, Câmera, Burguer e da produtora de vídeo Rol Filmes.

— Comecei a postar fotos na internet e aproveitei cada oportunidade que apareceu. O que importa é ter amor no processo, e não na finalidade. Saiba se vender, mostrar seu trabalho. Ninguém vai fazer tanto pelo seu futuro quanto você mesmo — destacou.

Líder de aquisição de talentos com experiência internacional em marcas como Gillette Company e Coca-Cola Company, Alessandra Nogueira destacou as tendências profissionais para os próximos quatro anos.

— Estudos mostram que a indústria 4.0 deve criar 30 novas profissões. Para exercê-las, será necessário ter conhecimento de análise de dados aplicados a experiência do usuário —comentou.

A recrutadora também aproveitou o momento para falar sobre a ameaça tecnológica às antigas profissões. Para Alessandra, este é o melhor período para exercitar o que é mais humano e menos mecânico, trabalhar com empatia e fazer a diferença nas atividades.

Chefe de vendas e compras internas da Stone Pagamentos, Thais Malatesta dividiu com o público sua trajetória na startup. A profissional acredita que o diferencial de uma carreira de sucesso é gostar de pessoas e manter o foco no resultado.

— Algumas entrevistas tiram o candidato da zona de conforto. Aproveite essas oportunidades para mostrar quem você é descobrir paixão no que faz. O trabalho vale a pena quando o profissional é feliz — afirmou.

Fonte: O Globo (https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/workshop-minha-carreira-tira-duvidas-de-estudantes-sobre-futuro-das-profissoes-23766291)

Por que você vai ver cada vez mais séries brasileiras na Netflix...


Os primeiros seis meses de 2019 marcaram uma investida sem precedentes da Netflix em relação aos conteúdos originais brasileiros. Quando junho acabar, a gigante do streaming terá lançado cinco séries "made in brazil", entre novas temporadas e atrações completamente inéditas. E não há planos de parar por aí: até 2020, a Netflix trabalhará em nada menos do que 30 produções no país incluindo aí animações, filmes e (mais) séries.

É o resultado de um trabalho que começou de forma tímida em 2016, com a estreia da ficção científica 3%. A série criada por Pedro Aguilera e estrelada por Bianca Comparato deu o que falar aqui e no exterior, e conquistou uma audiência cativa - tanto que chegou, em maio, a sua terceira temporada. A ela, se seguiram o drama O Mecanismo, baseado na Operação Lava Jato; a sitcom Samantha; e Vai Anitta, uma docusérie sobre a cantora brasileira.

Para dar o pontapé em 2019, a Netflix elegeu seu primeiro drama de época: Coisa Mais Linda, que trouxe o Rio de Janeiro dos anos 1960 como pano de fundo para uma trama que mistura empoderamento feminino e bossa nova. E agora, no dia 28, a plataforma estreia a inédita O Escolhido, um suspense sobrenatural calcado nos mitos do nosso Pantanal.

 Estão previstas para estrear ainda este ano as séries Sintonia, parceria com o produtor e diretor Kondzilla, e Irmandade, drama centrado em uma facção criminosa.

"O Brasil é um mercado muito rico, muito dinâmico, e queremos investir cada vez mais. Estamos aqui com essa proposta e esse compromisso", disse Maria Angela de Jesus, diretora de produções originais da Netflix no Brasil. "É um volume muito grande, mas a gente confia muito na força das histórias brasileiras, na força da nossa cultura e da nossa cor local, é isso que atrai o público em toda parte do mundo.

A expansão no Brasil, explicou a executiva, está alinhada a uma estratégia global da empresa, que viu séries como Kingdom (Coréia do Sul), Dark (Alemanha) e La Casa de Papel (Espanha) extrapolarem os seus países de origem para se tornarem fenômenos internacionais.

"O público busca produções internacionais, busca esse olhar sobre outros locais, buscar esse olhar que traz histórias de tudo quanto é parte do mundo. Foi muito legal 3% comprovar isso, a série estreou e teve 50% da sua audiência vinda justamente de outros países, como Canadá, França e Itália. É bacana comprovar que havia de fato essa curiosidade, esse interesse pelas histórias, não importa de onde elas venham".

fonte:uol

Os lançamentos da Netflix nesta semana (24/06 a 30/06).


Confira as principais estreias do catálogo da Netflix para os próximos dias

Todas as semanas, a Netflix adiciona novas filmes e séries ao catálogo, oferecendo sempre novas opções de conteúdo para seus assinantes, e é sempre bom saber o que vem por aí no serviço. Por causa disso, confira as principais estreias previstas para os próximos dias na plataforma de streaming.
Tem série brasileira entrando no catálogo da Netflix: "O Escolhido" mostra a história de três médicos determinados a levar a vacina do zika até o Pantanal que precisam enfrentar mistérios de um culto local.

Além disso, John Shaft está de volta em uma nova comédia de ação produzida pela Netflix: no quinto filme da série Shaft, o famoso detetive descobre que filho de peixe nem sempre peixinho é.

Confira abaixo as principais novidades da Netflix entre os dias 24 e 30 de junho de 2019:

Séries
  • Chefe de Gabinete (24/06)
  • Forest of Piano - temporada 2 (24/06)
  • Primeira Vez Amor - temporada 2 (26/06)
  • Funcionário dos Céus (26/06)
  • 7SEEDS (28/06)
  • Dope - temporada 3 (28/06)
  • Flagrantes de Família (28/06)
  • O Escolhido (28/06)
  • Paquitas Salas - temporada 3 (28/06)
  • Provas Suspeitas (28/06)
  • Vis a vis - temporada 2 (28/06)
Filmes
  • Shaft (28/06)
Documentários e especiais
  • Mike Epps: Only One Mike (25/06)
  • Daniel Sosa: Maleducado (27/06)
Infantil
  • Motown Magic - temporada 2 (28/06)

Documentário sobre impeachment de Dilma estreia na Netflix

O documentário "Democracia em Vertigem", dirigido por Petra Costa, aborda a polarização política brasileira, que resultou no impeachment de Dilma.


Tudo começou com o chileno Patricio Guzmán. Não, foi antes. No processo eleitoral de 2014, Petra Costa sentia o país dividido, mas ainda não havia experimentado a urgência de sair para a rua com sua câmera para documentar o que se passava. Mas aí veio 2016, o mar de gente vestindo verde/amarelo.
Ela havia visto recentemente o tríptico de Guzmán, A Batalha do Chile – A Insurreição da Burguesia, O Golpe de Estado e O Poder Popular. Foi aí que Democracia em Vertigem começou a nascer para ela. Entender o Brasil, o que se passava – tudo. “Começou com o impeachment da (presidente) Dilma Rousseff, mas aí era preciso entender como havíamos chegado àquilo.”
E ela prossegue: “O projeto foi crescendo na minha cabeça. Era preciso voltar à rua, seguir o processo no Congresso, documentar o que estava se passando no País. Só que para isso tive de voltar às greves do ABC. E, filmando os acontecimentos, dei-me conta do isolamento no Planalto Central. Voltei a Juscelino (Kubitschek) e à construção de Brasília. E, nem assim, o filme me parecia completo. Veio o novo processo eleitoral, a candidatura de (Jair) Bolsonaro”. O resultado de todo esse esforço está disponível na Netflix, a partir desta quarta-feira, 19.
O filme teve sua estreia mundial em Sundance, em janeiro, e depois disso percorreu um importante circuito de festivais. Ganhou muitos elogios. Em diferentes países, Petra ouviu gente lhe dizer que não havia feito um filme só sobre o Brasil, e que o filme dela captava um momento crítico da história do mundo, ajudava a entender os EUA sob Donald Trump, a direitização de vários países da Europa.
Para o cinéfilo brasileiro, que conhece melhor a autora – de Elena e O Olmo e a Gaivota -, não será surpresa vê-la assumir sua marca, a narrativa em primeira pessoa. O filtro é o olhar de Petra, a forma como ela viveu e sentiu esses anos. Mas há um plus a mais, como diria Daniel Filho – Petra pertence a uma família rica, do ramo da construção (Andrade Gutierrez). Ela faz o filme de uma perspectiva de classe. Diz, textualmente, que essa “guerra” está sendo levada por sua classe, contra os pobres.
Ela entrevista a própria mãe, que diz que os processos da Lava Jato carregam uma novidade no combate à corrupção. Mas a mãe também reflete que a elite está disposta a sacrificar uma parte de si para mascarar o que chama de partidarização do processo.
Por mais que considere o Brasil surreal, Petra, ao se lançar ao filme com a Netflix e investidores estrangeiros, de fundos internacionais – não queria investidores brasileiros para garantir sua independência -, jamais imaginou que Democracia em Vertigem chegaria ao público nesse momento particular da Lava Jato. O que a moveu foi uma convicção profunda.
“No filme sobre a morte da minha irmã (Elena) e, em O Olmo e a Gaivota, em torno de uma gravidez, estava convencida de que o que, às vezes, parece muito íntimo, é também político. Agora, é o inverso, o político é que é íntimo. Perder um ente querido pode ser muito triste, dilacerante, mas estamos na iminência de perder a nação, e aí a dor é infinita. Estou lutando pela minha, pela nossa identidade.”
Não foi fácil chegar à ex-presidente Dilma Rousseff. Petra escreveu-lhe uma carta, pediu ajuda a todo o mundo que conhecia para tentar chegar ao núcleo palaciano. Um dia veio a resposta: “Dilma vai falar, é só esperar”. Passaram-se semanas, e nada. Um dia, veio o alerta: “É agora”.
Petra regressou a Brasília. Dilma concedeu-lhe uma entrevista formal. Não era o que queria, nem a usou no filme. Terminou abrindo o coração – queria outra coisa, mais visceral. O acesso ao carro presidencial, como nesse momento, após a votação do impeachment na Câmara, em que Dilma, singular e paradoxalmente, está no carro com seu advogado. “Ela diz que está vivendo uma situação kafkiana, mas foge ao óbvio. Diz que não é o Kafka de O Processo, mas o de O Castelo, e explica por quê. É simples, direta, e brilhante. É um dos meus momentos favoritos.”
fonte:Exame

Quase um quarto dos jovens brasileiros não estuda nem trabalha, revela IBGE

Por Coaching Resende

O percentual é mais alto na faixa etária que vai dos 18 aos 24 anos, idade em que, teoricamente, deveriam estar na universidade, chegando a 27,7%


Brasília - Quase um quarto dos jovens brasileiros (23%) nem estuda nem trabalha, segundo os novos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad contínua) sobre educação, divulgados na manhã desta quarta-feira, 19. O percentual é ainda mais alto na faixa etária que vai dos 18 aos 24 anos, idade em que, teoricamente, deveriam estar na universidade, chegando a 27,7%.

"Mas não chamem esses jovens de 'nem, nem'", pediu a pesquisadora Marina Águas, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento (Coren) do IBGE, responsável pela apresentação da pesquisa. "O fato de nem estarem estudando, nem trabalhando não significa que sejam inúteis. Uma grande parte das mulheres, por exemplo, está ocupada com o trabalho doméstico, com o cuidado de idosos e crianças. Há questões de gênero importantes por trás dessa estatística."

A família Santos conhece bem essa realidade. Naturais do Recife, os gêmeos Maurício e Maurílio dos Santos, de 29 anos, já tiveram três filhos cada um. Por isso, suas mulheres tiveram que largar os estudos e os trabalhos para cuidar dos filhos e da casa. Elas ainda aceitaram morar em cima da casa da sogra, no bairro do Pina, zona sul da capital pernambucana, para se livrar do aluguel e fazer com que o pequeno rendimento dos maridos dure o mês inteiro.

"Moro aqui porque as contas são apertadas", explicou Karla Campos da Silva, de 29 anos, admitindo que o que queria mesmo era trabalhar como enfermeira e ter uma casa própria. Esse sonho, no entanto, ficou pelo caminho quando engravidou de Maurício, sem planejar, aos 18 anos. "Eu estava no segundo ano do colégio, mas desisti porque não tinha com quem deixar a bebê", conta a dona de casa, que, depois da gravidez, até chegou a concluir o ensino médio, mas nunca teve condições de começar o curso de enfermagem que tanto queria. 

Com a primeira filha pequena, ela partiu, então, para outras ocupações. Não demorou muito para sair do trabalho, pois engravidou novamente. "Com três filhos, fica impossível arrumar um emprego. Não dá para pagar creche para três. E também não sobra tempo para estudar", argumenta Karla, que hoje é cuida dos filhos de 11, 7 e 4 anos e da casa. 

Ela depende do salário do marido, que é balconista de um supermercado, para pagar as contas. A cunhada Jéssica Cândido de Souza, de 28 anos, por sua vez, não tem a mesma sorte, pois o marido não tem um emprego fixo. Maurílio vive de bicos. Por isso, nem sempre consegue pagar as contas de casa, onde Jéssica passa o dia cuidando dos três filhos, de 11, 4 e 1 ano de idade, e dos afazeres domésticos.

"Queria trabalhar para ajudar. Faria qualquer coisa. Mas não consigo. Minha vida é cuidar dos meninos e limpar a casa", diz Jéssica, admitindo que já teve que pedir ajuda à família e aos amigos nos dias mais críticos, quando chegou a faltar até comida dentro de casa. "Não voltei para a escola, porque não tinha com quem deixar o bebê."

Jovens

A Pnad revela que o Brasil tem 47,3 milhões de jovens, de 15 a 29 anos de idade. Desse total, 13,5% estavam ocupados e estudando; 28,6% não estavam ocupados, porém estudavam; 34,9% estavam ocupados e não estudavam. Finalmente, 23% não estavam ocupados nem estudando. Os percentuais aferidos em 2018, segundo os pesquisadores, são similares aos de 2017. 

"É importante ressaltar que elevar a instrução e a qualificação dos jovens é uma forma de combater a expressiva desigualdade educacional do País", sustenta a pesquisa. "Além disso, especialmente em um contexto econômico desfavorável, elevar a escolaridade dos jovens e ampliar sua qualificação pode facilitar a inserção no mercado de trabalho, reduzir empregos de baixa qualidade e a alta rotatividade."

A desigualdade se revela ainda mais acentuada quando aplicado o recorte por raça e gênero. Entre as pessoas brancas, 16,1% trabalhavam e estudavam - mais do que entre as pessoas autodeclaradas de cor preta ou parda (11,9%). Os percentuais de pessoas brancas apenas trabalhando (36,1%) e apenas estudando (29,3%) também superou o de pessoas pretas e pardas, 34,2% e 28,1%, respectivamente. Consequentemente, o porcentual de pessoas pretas ou pardas que não trabalhavam nem investiam em educação é de 25,8%, 7 pontos percentuais mais elevado que o de brancos.

Comparando homens e mulheres, o problema se repete de forma ainda mais grave. Entre as mulheres, a pesquisa mostrou que o porcentual das que não trabalhavam nem estudavam era de 28,4%. O de homens é bem menor: 17,6%.

De acordo com a pesquisadora, parte da explicação para este fenômeno está nos trabalhos domésticos. A realização de afazeres domésticos ou o cuidado com outras pessoas foram os motivos alegados por 23,3% das mulheres para não estarem estudando nem trabalhando. Entre os homens, esse porcentual é de meros 0,8%. Os números se mantêm estáveis desde 2017.

Águas cita como exemplo um outro indicador levantado pela pesquisa. A Pnad contínua divulgada nesta quarta aferiu pela primeira vez a frequência a creches, entre crianças de até um ano de idade (a educação é obrigatória no Brasil a partir dos 4 anos). No total, somente 12,5% frequentavam a creche. E os piores índices estavam, justamente, no Norte (3,0%) e no Nordeste (4,6%) - lugares onde a participação das mulheres no mercado de trabalho também é mais baixa.

Analfabetismo

Segundo a Pnad contínua, o Brasil tem 11,3 milhões de pessoas (com 15 anos ou mais) que são analfabetas - uma taxa de analfabetismo de 6,8%. Em relação a 2017, houve uma queda de 0,1 ponto porcentual, o que corresponde a uma redução de 121 mil analfabetos. Mais uma vez, os negros são mais afetados que os brancos: são 9,1% contra 3,9%.

O analfabetismo no País está diretamente associado à idade. Quanto mais velho o grupo populacional, maior a proporção de analfabetos; refletindo uma melhora da alfabetização ao longo dos anos. Segundo os números de 2018, eram quase 6 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais, o que equivale a uma taxa de analfabetismo de 18,6% para este grupo etário. 

"A taxa de analfabetismo em geral vem caindo, a situação melhorou para o Brasil todo", afirmou Marina Águas. "O que a gente observa é uma questão de idade importante, um componente demográfico. Com esse grupo mais velho falecendo, a tendência é cair ainda mais."

No Brasil, a proporção de pessoas de 25 anos ou mais que finalizaram a educação básica obrigatória, ou seja, concluíram, no mínimo, o ensino médio, manteve uma trajetória de crescimento e alcançou 47% da população. O estudo chama atenção para o porcentual de pessoas com o ensino superior completo, que passou de 15,7% em 2017 para 16,5% em 2018. 

A média de anos de estudos dos brasileiros é de 9,3 anos - um número que vem crescendo, em média, 0,2 ao ano. A diferença em relação à raça permanece. Os brancos têm 10,3 anos de estudo, contra 8,4 dos negros. As diferenças regionais também acentuam a desigualdade. O número mais baixo é no Nordeste, 7,9, e o mais alto, no Sudeste, 10,0. 

Rede Pública

A rede pública de ensino formou 74,3% dos alunos na creche e na pré-escola. O porcentual aumenta no ensino fundamental, chegando a 82,3%. No ensino superior, no entanto, a situação se inverte. A maior parte dos alunos é formada por escolas privadas, 74,2%.

"É natural que tendo cada vez mais gente com o ensino médio completo haja uma pressão para a expansão do ensino superior", constata a pesquisadora. "E quem tem a maior capacidade de resposta é a rede privada."