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Grupo cria 'bancada do livro' para disputar eleição no Rio

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Se existe a bancada da bala, a bancada da Bíblia e a bancada do boi, por que não criar uma bancada do livro? Assim pensaram oito artistas, professores, ativistas e produtores culturais que decidiram se juntar e concorrer a uma vaga na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

O grupo, que é composto de profissionais de diversas áreas, a se reunir para debater o assunto que os fazia convergir: o livro. Começaram então as rodas de conversa sobre a prática de ler e sobre a democratização da literatura.Até que alguns meses depois surgiu a ideia de transformar os debates em uma candidatura coletiva aos moldes da Bancada Ativista (PSOL), eleita para a Assembleia Legislativa de São Paulo em 2018. Nessa lógica, apenas um membro é formalmente eleito, mas todos decidem em conjunto.

"Quem é que se opõe ao livro?", questiona o professor municipal Ygor Lioi, 30, um dos integrantes. "É uma pauta que não tem grande resistência. Os livros transformam os indivíduos, que transformam a sociedade. Eu só estou aqui falando com você porque tive professores e livros lá atrás que me transformaram."

A "bússola" da bancada será o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), documento elaborado durante anos no primeiro mandato do governo Lula por vários setores da sociedade e publicado em 2006, determinando diretrizes básicas para a área.

O principal objetivo será construir um Plano Municipal do Livro, Leitura e Bibliotecas na cidade, processo que chegou a ser iniciado em 2015, mas nunca foi concluído. Entre as pautas principais também está a democratização do acesso à leitura.

"Estamos falando sobre uma coisa que não é privilégio, e sim direito. Temos um mercado editorial vivendo um clima de quebra, e por outro lado uma galera que não pode comprar. Como o poder público pode ajudar a equacionar isso?", diz Lioi.

O professor compara a um jogo no Maracanã: "O ingresso custa mais de R$ 50, se você levar a família já fica mais de R$ 250. Chegando lá você vai querer comer um cachorro-quente. No fim um terço do salário ficou lá dentro. Tem livro que é R$ 50, R$ 60".

Outro ponto é o fomento de práticas leitoras na primeira infância, a exemplo do projeto Coala criado na cidade de Barueri (SP) na década de 2000, que envolve várias secretarias e incentiva pais a lerem para o bebê desde a barriga até os cinco anos de idade. "Não adianta dar o livro, tenho que fomentar a vontade de ler, e isso se faz na primeira infância", afirma.

As pautas e o próprio coletivo ainda estão em construção, mas algumas das ideias que já se desenham giram em torno de montar um rede de bibliotecas comunitárias, ampliar os exemplares acessíveis e disponíveis para professores e incentivar escritores de primeira viagem por meio de editais, por exemplo.

Por enquanto, a construção vem sendo feita por grupos de WhatsApp, lives e reuniões virtuais com profissionais de referência na área e também quem está na ponta. "Não adianta escutarmos só quem está no topo, então criamos o Sala dos Professores, um debate quinzenal para dar visibilidade para professores da rede municipal", diz Lioi.

A rotina tem sido puxada. Às segundas, o coletivo faz as salas de debate com convidados. Mais tarde, reuniões fechadas para alinhavar quais serão os próximos assuntos. Às quartas, reuniões de coordenação da campanha. E às vezes aos sábados, mais reuniões para discussões.

O próximo passo vai ser "tirar o CPF" de quem será o representante oficial do grupo nas urnas. Depois, as prévias do partido Cidadania em agosto. "Somos um movimento suprapartidário, mas hoje estamos no Cidadania, que nos recebeu de braços abertos", diz.

Eles chegaram ao partido por um dos integrantes, o psicólogo Eliseu Neto, 41, que é assessor legislativo da liderança do Cidadania no Senado e é conhecido pela atuação nas causas LGBTQI+. Diversidade é uma preocupação: metade do coletivo é formado por negros e metade, por mulheres.Questionado se já pensam em projetos maiores, como chegar ao Legislativo estadual do Rio, Lioi responde que estão dando um passo de cada vez. Mas eles querem que a ideia se multiplique e que outros estados se sintam motivados a criar suas próprias bancadas do livro.

Quanto aos recursos, "essa vai ser uma campanha franciscana", brinca ele. "Vai ser uma campanha das redes, contamos muito com a aderência das pessoas pela ideia. Se isso acontecer, podemos ter uma avalanche de livros passando pela cidade, como a viralização da internet", sonha.

JSD - A notícia por um clique!

#jornalsuldigital

Fonte: Notícias ao Minuto (https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/1568554/grupo-cria-bancada-do-livro-para-disputar-eleicao-no-rio)

Mulher de Witzel recebeu mais de R$ 350 mil de dinheiro público do PSC

Witzel e Helena negam irregularidades. Em nota, a assessoria do governador afirmou que a relação com o partido é transparente.

Alvo da Polícia Federal, a primeira-dama do Rio, Helena Witzel, recebeu desde janeiro de 2019 mais de R$ 350 mil brutos do PSC, partido do governador Wilson Witzel (RJ), a título de salário por integrar a equipe jurídica da legenda. O dinheiro veio do fundo partidário, que é uma das fontes públicas de financiamento das siglas no Brasil.

De acordo com a prestação de contas do Partido Social Cristão entregue à Justiça Eleitoral, Helena conseguiu o emprego, com carteira de trabalho assinada, em janeiro de 2019, mesmo mês em que o marido assumiu o cargo de governador do Estado.
Só no ano passado seus rendimentos brutos somaram R$ 207,4 mil, segundo a papelada do partido.
Ela foi indicada ao cargo por Witzel, para a mesma vaga que ele ocupou na legenda de março de 2018, quando abandonou a magistratura, até assumir a atual função pública.
O salário mensal bruto de Helena foi de R$ 21,5 mil em 2019 e passou para R$ 22,4 mil em 2020.
Em nota, o partido afirmou que Helena é advogada do PSC nacional, contratada sob o regime celetista, sem exclusividade.
"A advogada representa o PSC em cerca de 12 processos, em diversos tribunais. Todos são públicos", diz o partido, acrescentando que ela não "exerce nenhuma função em nenhum diretório estadual ou municipal, e será mantida como advogada do PSC por desempenhar suas funções de forma satisfatória".
No período em que figurou como advogado do PSC, de abril a dezembro de 2018, Witzel teve salário de R$ 21.500. De acordo com a prestação de contas do PSC, sua remuneração líquida naquele ano somou R$ 166,2 mil.
Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (27), Helena tem parca experiência como advogada.
Um contrato de R$ 540 mil do escritório dela com empresa investigada na Lava Jato é visto como um dos principais elos entre o governador e o esquema de desvio de recursos. Sua inscrição na OAB foi deferida em março de 2015.
Desde então, ela atuou em poucos processos, quase todos relacionados a Wilson Witzel, em causas particulares ou envolvendo o partido ao qual o marido é filiado.
No Tribunal de Justiça do Rio constam apenas sete processos dos quais ela participou como advogada, seis deles na defesa da família Witzel.
No Tribunal Regional Federal da 2ª Região, ela aparece como advogada em apenas um caso, também como representante do marido. Por fim, no Tribunal Superior Eleitoral, ela aparece também como uma das advogadas do PSC, partido do governador.
A carreira de Helena chamou a atenção dos investigadores. Outro fato também gerou estranheza. Ela e o marido mudaram o regime de bens do casamento para comunhão universal exatamente no período em que os primeiros depósitos do contrato foram feitos.
Witzel e Helena negam irregularidades. Em nota, a assessoria do governador afirmou que a relação com o partido é transparente.
"A advogada Helena Witzel foi convidada pelo PSC para integrar a equipe jurídica do partido em janeiro de 2019. O governador Wilson Witzel foi contratado pelo PSC em 2018 para prestar serviços variados, entre eles assessorar dirigentes partidários, inclusive durante a campanha", diz o texto.
A nota afirma ainda: "A relação de trabalho entre o então ex-juiz federal e advogado Wilson Witzel e o PSC foi transparente e as informações da contratação fazem parte da Rais [que reúne informações prestadas pelas pessoas jurídicas às entidades governamentais], que é um documento oficial".
JSD - A notícia por um clique!

Rio teve mais de 300 tiroteios perto de escolas

Por Compartilha Rio

Dados são de 2018 do Laboratório de Dados Fogo Cruzado. 


A Unicef e a Cidade Escola Aprendiz promove nesta segunda-feira o seminário “Educação é proteção contra a violência” no Museu do Amanhã, na Região Portuária do Rio. O evento discutirá a educação como estratégia crucial de proteção a crianças e adolescentes e contará com mais de cem jovens de diferentes países.


No ano passado, a cidade do Rio de Janeiro registrou mais de 300 tiroteios no perímetro de 100 metros de escolas e creches da cidade e dentro do horário escolar, das 7h às 17h, segundo informações do Fogo Cruzado.


Especialistas em educação nacionais e internacionais discutirão como o Brasil pode avançar na garantia do direito à educação, mesmo com disputas em áreas onde atuam traficantes e milicianos.


Um levantamento de 2017 realizado pela ONG Redes da Maré destacou que a comunidade ficou 35 dias letivos sem aulas, o que corresponde a 17,5% a menos do que os 200 dias letivos obrigatórios por ano. Se estiverem submetidos a esta situação ao longo de toda a formação, os alunos da região terão perdido 490 dias letivos.


Witzel diz que menores de unidades socioeducativas não devem frequentar escolas

Por Compartilha Rio
Witzel classificou os menores liberados das unidades socioeducativas como "problemáticos". (Foto: Mauro Pimentel/AFP/Getty Images)
Devido à superlotação de unidades socioeducativas, pelo menos 400 menores infratores do Rio de Janeiro vão ganhar liberdade a partir dessa semana. Mas, se depender do governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), o sistema público de Educação não poderá receber os adolescentes por serem “problemáticos”.

“Esses menores são problemáticos, as famílias não vão ter condições de cuidar deles como deveriam e a escola não vai poder receber. Provavelmente vão para rua, vão voltar para o sistema”, disse o governador, nesta segunda-feira (10).

Na decisão do STF para evitar a superlotação das unidades de internação, o ministro Edson Fachin ordena que na ausência de unidades vazias, os jovens passem a cumprir internação domiciliar. A determinação é válida para o Ceará, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro.
Com isso, Witzel disse que determinou o remanejamento de R$ 100 milhões para a construção de novas unidades para receber menores. Segundo ele, o governo ainda necessita arrecadar R$ 50 milhões para a realização das obras.
Os adolescentes serão monitorados por uma estrutura de 10 funcionários que acompanharão o comportamento dos jovens pelas redes sociais.
“Só vai ser colocado na internação domiciliar em meio aberto, o adolescente que tiver amparo familiar. Essa família vai receber um telefonema, vai até a unidade de internação e vai levar o filho, sobrinho ou neto para casa”, disse a juíza Lúcia Glioche, da Vara de Execuções de Medidas Socioeducativas, que ainda aguarda o parecer do Ministério Público.

Rio está sem inseticida para combater dengue, chikungunya e zika

Entre janeiro e 4 de junho deste ano, houve 41.888 casos de chikungunya, 20.622 casos de dengue e 1.005 pessoas infectadas por zika no Rio

O estado do Rio de Janeiro está com falta de inseticidas utilizados no controle de mosquitos Aedes Aegypti adultos, transmissores da zika, da chikungunya e da dengue. A normalização do estoque depende de repasse dos inseticidas pelo Ministério da Saúde, que são comprados por meio de licitação internacional.

As informações foram divulgadas pelo superintendente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Mário Sérgio Ribeiro, durante audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). “Nossa expectativa é que os números de casos diminuam com a chegada do inverno para não termos que depender tanto dos inseticidas”, disse.
Ribeiro apresentou dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde das arboviroses. Entre janeiro e 4 de junho deste ano, houve 41.888 casos de chikungunya, 20.622 casos de dengue e 1.005 pessoas infectadas por zika. Ao todo, 13 pessoas morreram, todas vítimas da chikungunya, sendo 10 no município do Rio.
A presidente da Comissão de Saúde da Alerj, deputada Martha Rocha (PDT), declarou estar preocupada com a situação. “Temos um diagnóstico alarmante. Já foram 13 mortes por chikungunya este ano, sendo que os especialistas ainda afirmam que a doença não é totalmente conhecida. Também há constantes falhas no diagnóstico e agora a notícia do desabastecimento de inseticidas. Vejo dias muito difíceis no setor de saúde estadual”, disse.
O deputado Márcio Gualberto (PSL) disse ser necessária uma melhor campanha de conscientização da população. “É preciso mudar a cultura para que a população faça a prevenção contra o mosquito dentro de casa, não deixando água parada, entre outras ações. Também acho que deva ter uma maior integração entre os poderes públicos municipais, estadual e federal para superarmos as epidemias”, disse.
Em uma nota informativa divulgada no dia 30 de maio, o Ministério da Saúde informou que a  Secretaria de Vigilância em Saúde está trabalhando na tentativa de minimizar os problemas causados pela falta do inseticida. Segundo a nota, devido ao desabastecimento, que atingiu não apenas o Rio de Janeiro mas também outras unidades da Federação, houve a tentativa de empréstimo do inseticida com outros países da América do Sul, mas não havia disponibilidade do produto.
"Dessa forma, devido o desabastecimento, reforça-se a necessidade da intensificação das ações de rotina visando diminuir a transmissão de casos, com a realização de visita casa a casa, resgate de imóveis pendentes, mobilização da população e mutirões de limpesa. As ações de controle vetorial devem ser planejadas para serem executadas de forma permanente, promovendo a articulação sistemática com todos os setores do município (educação, sanemaneto, limpeza urbana, etc)", informa a nota.
De acordo com dados divulgados pelo ministério, o estado do Rio recebeu 17.800 litros de inseticida para combater o Aedes Aegypti  ao longo do ano de 2018 e 4.800 litros até o dia 30 de abril. 
Com informações da Agência Brasil

Cantor Serguei morre aos 85 anos em hospital de Volta Redonda

Por Compartilha Rio
Roqueiro estava internado desde o dia 6 de maio. Nascido em 1933 e batizado como Sérgio Augusto Bustamante, Serguei foi um dos maiores símbolos do rock no Brasil.


O cantor Serguei morreu na manhã desta sexta-feira (7), no Hospital Zilda Arns, em Volta Redonda (RJ), onde estava internado havia um mês. Ele tinha 85 anos. Serguei havia sido internado em maio com um quadro de desidratação, desnutrição e infecção urinária. Segundo os médicos, ele sofria de Alzheimer.

A carreira de Serguei

O cantor nasceu em 8 de novembro de 1933, filho único do executivo Domingos Bustamante e da dona de casa Heloísa Bustamante. Aos 12 anos, foi morar com a avó materna, Lia Anderson, em Long Island, Nova York, onde participou de festivais estudantis.

Voltou ao Brasil em 1955, aos 22 anos, mas depois retornou aos Estados Unidos, onde começou sua carreira musical, em 1966. Voltou ao Brasil novamente em 1972 e foi morar na cidade de Saquarema, no Rio de Janeiro. Foi quando começou a ficar famosa a história de que ele havia tido um affair com a cantora Janis Joplin.

O músico era conhecido por fazer versões de clássicos do rock, sempre com uma performance, um visual e um discurso exagerados. Seu visual era marcado por roupas rasgadas, maquiagem, vários acessórios, camisas pretas e cabelos longos.

Serguei se apresentou em quatro edições do Rock in Rio (1991, 2001, 2011 e 2013) e teve a casa em Saquarema transformada em um museu do rock.
Serguei posa para foto em sua casa no município de Saquarema, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, em fevereiro de 2016 — Foto: Mari Gibara/G1

Entre seus feitos no palco, abriu a segunda edição do Rock in Rio, no Maracanã. Em 2001, voltou ao festival e cantou "Satisfaction", dos Rolling Stones.

“O primeiro Rock in Rio que eu fiz foi uma maravilha pra mim. Eu pedi para as pessoas sentarem no gramado do Maracanã e me despenquei lá de cima", relembrou ao G1, em 2015.

"Eu estava com uma calça de helanca [espécie de lycra], levaram duas dúzias de rosas vermelhas, eu tirei os espinhos e enfiei dentro da cueca. Depois eu dei uma jogada de corpo, enfiei a mão, tirei a rosa, dei uma lambida e joguei no público. Em 2001 eu cantei a música dos Stones, depois arranquei as calças e joguei pra multidão.”

O cantor também foi destaque do carnaval do Rio pela Mocidade Independente, em 2013, quando a escola desfilou na Marquês de Sapucaí um enredo dedicado ao Rock in Rio. Ele saiu na comissão de frente com uma inusitada fantasia com a frase "Eu comi a Janis Joplin".

Fonte: G1

Preço de venda de imóveis recua no Rio, mas cidade ainda tem metro quadrado mais caro do país

Por Compartilha Rio
No acumulado do ano, variação também é negativa. São Paulo registra alta nos cinco primeiros meses de 2019

RIO — O preço médio de venda de imóveis residenciais no Rio de Janeiro registrou queda de 0,22% em maio. No acumulado do ano, a queda é de 0,34%, de acordo com  o índice FipeZap, que monitora os valores praticados em 50 cidades do país. Mesmo com as variações negativas, o preço do metro quadrado na capital fluminense segue o mais caro do país: R$ 9,455. O bairro do Leblon, na Zona Sul segue como o mais caro da cidade; a Pavuna, na Zona Norte, é o bairro com o preço mais baixo para compra de imóveis.

No geral, o Índice FipeZap encerrou o mês de maio deste ano com ligeira queda de 0,06% no preço de vendas de imóveis residenciais. Individualmente, considerando as 16 capitais monitoradas pelo índice, Maceió foi a cidade que apresentou a maior elevação de preço (+0,74%), contrastando com Salvador, cidade que registrou o maior recuo mensal no preço de venda (-0,63%). 
Cidade vizinha do Rio, São Paulo teve um comportamento contrasteante com o observado em terras cariocas. Em maio, o preço médio de venda de imóveis residenciais subiu 0,17%. No ano, é observada uma alta de 1,16%. A capital paulista tem o segundo metro quadrado mais valorizado do país, em média a R$ R$ 8.914.
Também no Estado do Rio, Niterói teve um recuo no preço de venda dos imóveis maior que o da capital. Em maio, a queda foi de 0,28%, acumulando variação negativa de 0,57% no ano. A cidade tem o sexto metro quadrado mais caro do país, R$ 6,804.

Metros quadrados mais caros do país

  • Rio de Janeiro: R$ 9.455
  • São Paulo: R$ 8.914
  • Brasília: R$ 7.306
  • Balneário Camboriú: R$ 7.221
  • Florianópolis: R$ 6.881

Metros quadrados mais baratos do país

Chuvas: Município do Rio de Janeiro entra em estágio de atenção

Por Compartilha Rio
Ainda há possibilidade de chuva forte para esta sexta-feira, com ventos de moderados a fortes a partir da tarde

Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio do Centro de Operações Rio (COR), informa que o município entrou em 'Estágio de Atenção' (segundo nível em uma escala de três que indica possibilidade de chuva moderada, ocasionalmente forte, nas próximas horas) às 10h55 desta sexta-feira, 17 de maio, devido a diversas ocorrências que prejudicam a mobilidade na cidade neste momento.

Por volta das 10h30, um acidente no Túnel Rebouças, sentido Lagoa, provocou o bloqueio da via. Para melhorar a fluidez do trânsito, equipes da CET-Rio montaram uma reversível na pista em direção ao Centro.
Além do acidente, há bolsões de água causados pela chuva desta manhã principalmente em pontos da Zona Sul e da Zona Oeste do Rio. De acordo com o Alerta Rio, ainda há possibilidade de chuva forte para esta sexta-feira, com ventos de moderados a fortes a partir da tarde.
DEFESA CIVIL - A Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP), informa que mantém equipes no Vidigal nesta sexta-feira, 17, para vistorias e atendimento aos chamados via canal 199. O órgão interditou dois imóveis na área onde ocorreu o deslizamento de terra no Vidigal na quinta-feira, 16. A Defesa Civil ressalta a importância do cidadão solicitar a vistoria do imóvel afetado pelas chuvas pelos telefones 199 ou 1746.

Ex-cunhada e ex-sogro de Jair Bolsonaro são alvo de quebra de sigilo no Rio


Funcionários que já atuaram com Carlos Bolsonaro também estão na lista de alvos.


Parte do antigo núcleo familiar do presidente Jair Bolsonaro em Resende, integra a lista de 95 nomes cujos sigilos bancário e fiscal foram quebrados pela Justiça do RJ. O município, no Sul Fluminense, é sede da Academia Militar das Agulhas Negras, onde Jair serviu.

O Ministério Público do Rio suspeita que pelo menos cinco parentes atuavam como fantasmas ou repassavam parte dos salários para membros da suposta organização criminosa.

MP diz que 'organização criminosa' em gabinete de Flávio Bolsonaro tinha 'clara divisão de tarefas' e Relatório aponta que senador lucrou mais de R$ 3 milhões com negociação de 19 imóveis

A TV Globo apurou que a ex-cunhada do presidente, Andrea Siqueira Valle, irmã da ex-esposa de Bolsonaro, Ana Cristina Vale, teve a devassa de dados sigilosos autorizada pelo juiz Flávio Itabaiana Nicolau. Ela é tia de Renan, filho de Bolsonaro.

A ex-mulher não consta da lista.
 
Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada de Bolsonaro — Foto: Reprodução
O ex-sogro do presidente, José Candido Procópio da Silva Vale, pai de Ana Cristina Vale, igualmente terá dados sigilosos acessados por ordem judicial. Duas tias da Cristina, Maria José Siqueira e Silva e Marina Siqueira Guimarães, ainda estão na lista.

O advogado Guilherme Hudson também foi alvo da medida. Ele é filho de Ana Maria Hudson, tia de Cristina Bolsonaro, que também teve a quebra de dados determinada pelo magistrado.

Guilherme também já trabalhou na Câmara Municipal do Rio, nomeado no dia 1º de abril de 2008 no gabinete de Carlos Bolsonaro, filho do presidente. Posteriormente, ele migrou para o gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa, assumindo o posto da própria mãe, que foi exonerada na data.

Flávio e Queiroz encabeçam a lista


O Ministério Público fluminense solicitou a quebra – autorizada em 24 de abril de 2019. Encabeçam a lista o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, e o ex-policial militar Fabrício Queiroz, que foi assessor e motorista de Flávio.

Também terão suas informações bancárias vasculhadas a esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro; uma empresa deles, Bolsotini Chocolates e Café Ltda; as duas filhas de Queiroz, Nathalia e Evelyn; e a esposa do ex-assessor, Marcia.
A decisão da quebra dos sigilos é do juiz Flávio Nicolau. Segundo o jornal, o juiz afirmou que a medida é "importante para a instrução do procedimento criminal" instaurado contra os investigados.

Investigado foragido

Outros investigados são Danielle Nóbrega e Raimunda Magalhães, irmã e mãe do ex-PM Adriano Magalhães da Nóbrega.

O Ministério Público do Rio aponta Adriano como o homem forte do Escritório do Crime, organização de milicianos suspeita de envolvimento no assassinato de Marielle Franco.

O ex-policial, hoje foragido, é acusado há mais de uma década de envolvimento em homicídios. Adriano da Nóbrega já foi homenageado por Flávio na Assembléia Legislativa do Rio.

A ordem judicial inclui os sigilos de três empresários de origem americana. Dois moram nos Estados Unidos. Glenn Howard Dillard, Paul Daniel Maitino e Charles Anthony Eldering são donos de duas empresas ligadas ao ramo imobiliário.

O que dizem o Senador, defesa de Fabrício e MPRJ

Em nota, a defesa de Fabrico Queiroz afirmou que "ele e família recebem a notícia com tranquilidade, uma vez que seu sigilo bancário já havia sido quebrado e exposto por todos os meios de comunicação, sendo, portanto, mera tentativa de dar aparência de legalidade a um ato que foi praticado de forma ilegal", afirmou Paulo Klein.

O senador Flávio Bolsonaro divulgou uma nota no início da noite em que afirma que a quebra já tinha ocorrido.

"O meu sigilo bancário já havia sido quebrado ilegalmente pelo MP/RJ, sem autorização judicial. Tanto é que informações detalhadas e sigilosas de minha conta bancária, com identificação de beneficiários de pagamentos, valores e até horas e minutos de depósitos, já foram expostas em rede nacional após o Chefe do MP/RJ, pessoalmente, vazar tais dados sigilosos".

No documento, ele diz que o anúncio da quebra divulgado nesta segunda- feira (13) é uma manobra do MP.

"Somente agora, em maio de 2019 - quase um ano e meio depois - tentam uma manobra para esquentar informações ilícitas, que já possuem há vários meses".
Flávio Bolsonaro diz que a intenção é atingir o governo do pai.
"A verdade prevalecerá, pois nada fiz de errado e não conseguirão me usar para atingir o governo de Jair Bolsonaro."

Mais cedo, o Ministério Público do Rio de Janeiro divulgou uma nota sobre uma entrevista que o senador deu no domingo para o Jornal o Estado de S.Paulo em que Flávio Bolsonaro faz acusações sobre atuação do MPRJ no caso Coaf.

Na nota, o MP afirma que "repudia com veemência as declarações de Flavio Bolsonaro, proferidas em entrevista divulgada pelos meios de comunicação social, no dia 12/05/2019. O MPRJ reafirma que sua atuação é isenta e apartidária, pautada nas normas e princípios constitucionais, nos tratados internacionais de regência, na legislação vigente, nas resoluções e recomendações do Conselho Nacional do Ministério Público e na jurisprudência dos tribunais superiores.

A infundada representação em face do Procurador-Geral de Justiça, imputando a divulgação de informações sigilosas, foi sumariamente arquivada pela Corregedoria Nacional do Ministério Público".

Caso Fabrício Queiroz

Investigações envolvendo um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou operações bancárias suspeitas de 74 servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O documento revelou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, incluindo depósitos e saques.

Ex-assessor e ex-motorista de Flávio Bolsonaro movimentou em uma conta o total de R$ 1.236.838 entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de janeiro de 2017. Durante esse período, Queiroz, de acordo com apontamentos do Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), fez saques em espécie no total de R$ 324.774, e teve R$ 41.930 em cheques compensados.

Na época, um dos favorecidos foi a ex-secretária parlamentar, atual mulher do presidente eleito, Jair Bolsonaro, Michele de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, que recebeu cheque no valor de R$ 24 mil.

O presidente eleito Jair Bolsonaro negou qualquer irregularidade nos depósitos realizados na conta da mulher dele, Michele de Paula Bolsonaro, por Fabrício José Carlos de Queiroz.


Justiça do RJ bloqueia R$ 195 milhões de Sérgio Cabral e do grupo de Eike

Procuradoria Geral do Estado obteve liminar em ação de improbidade administrativa para evitar dilapidamento do patrimônio.

Sérgio Cabral, Eike Batista, Flavio Godinho, Wilson Carlos e a Centennial Asset Mining Fund Llc Holding: R$ 192.640.318,20, relacionados ao pagamento, entre 2011 e 2013, de U$ 16,5 milhões em uma conta no Uruguai por contrato fictício de intermediação na aquisição de uma mina entre a Centennial - que integrava o Grupo X - e a Arcadia, uma offshore de fachada atribuída a Cabral.

Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, Eike Batista, Flavio Godinho e EBX Holding LTDA: R$ 3 milhões, vinculados a contrato fictício celebrado entre o conglomerado de Eike e o escritório de advocacia de Adriana Anselmo, no valor de R$ 1 milhão.

O que dizem os envolvidos

A Justiça determinou o bloqueio imediato de R$ 195 milhões do ex-governador Sérgio Cabral, da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo e do Grupo EBX, do empresário Eike Batista.

A juíza Aline Maria Gomes Massoni da Costa, da 4ª Vara de Fazenda Pública Estadual, deferiu liminar no último domingo (12) para a Procuradoria Geral do Estado (PGE-RJ), que entrou com ação de improbidade administrativa.

O objetivo da liminar, segundo a PGE, era evitar que os réus se desfizessem de bens e garantir a devolução de recursos ao Erário.

Os R$ 195 milhões correspondem, no entendimento da PGE-RJ, ao triplo do valor que teria sido pago em dois esquemas de corrupção, conforme apurado pelo Ministério Público Federal, na Operação Lava Jato.

A juíza decretou a indisponibilidade dos bens dos réus, nos seguintes termos:
Em nota, o advogado Fernando Martins, que defende Eike, falou em "aberração jurídica".

"A referida ação de improbidade é mais uma aberração jurídica sofrida por Eike Batista, especialmente porque tem origem em fatos que comprovadamente não existiram e que com certeza serão sepultados no julgamento de segunda instância", afirmou.

Já a defesa do ex-governador Sérgio Cabral informou estar "à disposição das autoridades para esclarecer qualquer assunto relacionado ao seu governo, como reparar eventuais danos.”

Fonte: G1

Justiça do Rio quebra sigilo do presidente da Alerj

Por Compartilha Rio

André Ceciliano (PT) é investigado por movimentação financeira suspeita

A Justiça do Rio acatou pedido do Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ) e determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o deputado estadual André Ceciliano (PT). Ele é investigado por movimentação financeira suspeita, a partir da Operação Furna da Onça, promovida em novembro de 2018 pela Lava Jato no Rio.

Segundo um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf, órgão federal) anexado à investigação pelo MP-RJ, três servidores ligados a Ceciliano movimentaram R$ 45 milhões no período de janeiro de 2016 a janeiro de 2017. No fim de janeiro, Ceciliano exonerou sua assessora Elisângela Barbiere, uma das pessoas citadas no documento. Ela recebia R$ 7,7 mil por mês, mas movimentou R$ 26,5 milhões num período de seis anos.
Em nota, o deputado afirmou que recebeu a notícia com tranquilidade e que, inclusive, já tinha oferecido ao MP-RJ a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. "O homem público não deve temer investigação", afirmou. "Confio na atuação do Ministério Público e na Justiça."
No total, gabinetes de 22 deputados são investigados a partir do relatório do Coaf. Foi esse documento que apontou supostas irregularidades na conta de Fabrício Queiroz, que foi assessor parlamentar do então deputado estadual (e hoje senador) Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Em dezembro de 2018, o jornal O Estado de S.Paulo revelou que esse relatório apontou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em uma conta no nome de Queiroz, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017. Nesse intervalo, Queiroz estava registrado como assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro. Ele também é policial militar e, além de motorista, atuava como segurança do deputado. Queiroz foi exonerado do gabinete no dia 15 de outubro do ano passado.
Fonte: Política ao Minuto

F-1 NOVO AUTÓDROMO NO RIO DE JANEIRO

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O novo autódromo do Rio de Janeiro, com capacidade para 130 mil pessoas, será construído em Deodoro, numa área de propriedade do Exército

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quarta-feira (8) um termo de cooperação com o objetivo de levar as provas de F-1 para o Rio de Janeiro.

O novo autódromo do Rio de Janeiro, com capacidade para 130 mil pessoas, será construído em Deodoro, numa área de propriedade do Exército.
Segundo o presidente, a expectativa é que as provas do ano que vem já sejam realizadas na cidade.
O contrato da Prefeitura de São Paulo para o GP de Interlagos, porém, vai até 2020. Tanto o prefeito Bruno Covas quanto o governador João Doria já haviam anunciado a intenção de renová-lo. A reportagem procurou a prefeitura e aguarda um posicionamento sobre essa questão.
"A direção da F-1 resolveu, após a eleição do ano passado, tendo em vista quem foi eleito na região que interessava para eles, resolveram manter a possibilidade de termos a F-1 no Brasil. São Paulo, como havia participação pública, uma dívida enorme, tornou-se inviável a permanência da F-1 lá. Vieram para o Rio de Janeiro. O autódromo será construído em seis, sete meses após o início das obras. De modo que, por ocasião da F-1 do ano que vem, ela será no RJ", afirmou ele.
O edital da PPP para a construção do autódromo, contudo, permanece sob análise do Tribunal de Contas do Município, sem previsão para a liberação da disputa. O certame já foi adiado duas vezes em razão de pendências apontadas pela corte.
Alguns vereadores planejam criar outro empecilho para o projeto. A Câmara Municipal já aprovou em primeira votação da criação da APA (Área de Preservação Ambiental) da Floresta do Camboatá na área prevista para instalação do autódromo.
O projeto foi aprovado por 30 a 0 no primeiro turno. Uma audiência pública sobre o tema será realizada nesta quarta, exigência para o reconhecimento da APA pelo Sistema Nacional de Unidade de Conservação.
"Importante os cariocas perceberem que não é meia dúzia de árvores que a prefeitura quer cortar para fazer o autódromo. Eles querem destruir uma floresta em pleno processo de regeneração que precisa ser preservada", disse o vereador Renato Cinco (PSOL), autor da proposta.
Bolsonaro minimizou a intenção dos vereadores. "Se o Exército não estivesse naquela área, com toda certeza ela já estaria invadida e com toda certeza depredada. O Exército preservou a região e, por ocasião desse projeto, a região será preservada", disse ele.
Fonte: Esporte ao Minuto