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Mourão não será mais Vice de BOLSONARO...


O vice-presidente da República, General Hamilton Mourão, disse nesta 2ª feira (26.abr.2021) que o presidente Jair Bolsonaro deverá escolher outra pessoa para compor chapa nas eleições de 2022.

A interpretação que tenho feito dos sinais é de que ele vai escolher outra pessoa para acompanhá-lo na sua caminhada para a sua reeleição. Tenho que me preparar, porque olho para frente”, disse em entrevista ao Valor Econômico.

Mourão, que é filiado ao PRTB, disse que cogita disputar uma cadeira no Senado nas próximas eleições, mas que também não descarta deixar a vida pública para passar mais tempo com a família.

Se abrir uma possibilidade, vejo que disputar uma cadeira ao Senado, pelas características muito mais ao encontro da maneira como atuo, e a partir dali ter possibilidade de auxiliar o país, posso também partir para essa ideia”, disse. Mourão afirmou que o Rio Grande do Sul, seu Estado natal, é uma das possibilidades mais reais para uma possível candidatura.

“Até o presente momento, o que eu tenho visto de diversas declarações do presidente Bolsonaro é que ele precisaria de outra pessoa no meu lugar apesar de ele nunca ter dito isso pessoalmente para mim.

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Fonte: (Mourão diz que Bolsonaro deve escolher outro candidato a vice para 2022 (msn.com)

Em busca de partido, Bolsonaro tem de optar entre ser 'dono' ou dividir poder


Até aqui, ele se vê no dilema entre associar-se a um partido nanico, em que teria o controle da sigla, e ingressar em uma legenda estruturada, onde teria de dividir decisões. Sua indicação mais recente foi de retorno ao PSL, sigla pela qual se elegeu em 2018. No partido, Bolsonaro teria tempo de TV generoso e verba milionária do Fundo Partidário. Uma ala da legenda, porém, resiste a uma nova filiação.

Além da escolha da nova sigla, em meio a uma sucessão de crises, seu caminho para tentar a reeleição passa por reorganizar as bases orgânicas que lhe deram suporte em 2018, nas ruas e nas redes sociais, e que hoje dão sinais de desgaste. Elas são compostas por profissionais de segurança pública, militares, caminhoneiros, evangélicos, grupos pró-Lava Jato e conservadores (ligados aos ideais do filósofo Olavo de Carvalho).

A defesa, pelo presidente, de seus filhos investigados por corrupção, a aliança com o Centrão e a postura diante da pandemia afastaram parte desses grupos. A exceção são os evangélicos. Entidades que representam profissionais da segurança pública, por exemplo, têm subido o tom das críticas.

"Antes, ele tinha apoio de 90% da categoria. Agora, se tiver 20%, é muito", disse Fábio Jabá, presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo. Por outro lado, na ponta das tropas, Bolsonaro tem apoio de praças das PMs. "Ele (Bolsonaro) tem histórico de afinidade com policiais. Se a eleição fosse hoje, creio que seria o mais votado", disse Sargento Ailton (SD), ex-vereador de Sobral (CE) que participou do motim de PMs no Estado no ano passado.

Entre os defensores da Lava Jato que saíram às ruas a partir de 2016 para pedir o impeachment de Dilma Rousseff, o rompimento é mais nítido. "Não existe nenhum cenário em que a gente apoiaria Bolsonaro em 2022", disse o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), que apoiou Bolsonaro no segundo turno de 2018. O grupo, influente nas redes, rompeu com o presidente em 2020. "O estopim foi a atuação na pandemia. Houve também a utilização da máquina pública para blindar a família dos escândalos de corrupção", citou Kataguiri, apontando ainda o abandono da agenda econômica liberal.

A categoria dos caminhoneiros é outra que, agora, está descontente. São cerca de 242 mil profissionais filiados a sindicatos pelo País. José da Fonseca Lopes, presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros, disse que "o que o caminhoneiro precisa é de vacina". "Os caminhoneiros estão andando doentes dentro da cabine, sem ajuda, sem auxílio. O presidente não comprou vacinas", protestou.

Base

Entre os religiosos ligados a igrejas neopentecostais, o apoio se mantém. "Os evangélicos são a maior base de sustentação social de Bolsonaro", disse o deputado Marco Feliciano (Republicanos-SP), pastor da Catedral do Avivamento. Os laços com o segmento são cultivados com dedicação pelo presidente, que anunciou a escolha de um ministro "terrivelmente evangélico" para a vaga de Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal. O decano se aposenta em julho.

A relação entre Bolsonaro e suas bases é tida como vital para seu plano de reeleição. Mas ele ainda precisa afinar a relação com um partido para que possa disputar a eleição. A Lei Eleitoral prevê que, para concorrer, o candidato deve ter o registro em um partido deferido pelo menos seis meses antes do pleito.

O presidente já manifestou interesse em se filiar a alguma legenda da qual possa ser "o dono". No entanto, a criação de um partido próprio, o Aliança pelo Brasil, foi posta de lado ante a falta de tempo para viabilizá-lo. Na avaliação da pesquisadora Carolina Botelho, ao manifestar desejo de ser "dono" de um partido, o presidente busca um "curral". "Bolsonaro não negocia poder. O poder é ele e, por extensão, os filhos dele", disse a especialista em estudos eleitorais.

Procurado, o Planalto não quis se manifestar.

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Fonte: Notícias ao Minuto

Lula admite candidatar-se à Presidência


 Apesar da possibilidade, Lula disse: "Essa não é a minha maior prioridade"

ex-presidente Lula admitiu nesta quarta-feira (17), em entrevista para a CNN norte-americana, a possibilidade de concorrer à Presidência do Brasil caso o Partido dos Trabalhadores (PT) e os seus aliados concordem.

"Quando chegar o momento de concorrer às eleições, se o meu partido (PT) e os partidos aliados entenderem que eu posso ser o candidato, se eu estiver bem, com a saúde e energia que eu tenho hoje, eu posso reassegurar que eu não vou negar essa convocação, mas eu não quero falar sobre isso", disse Lula em entrevista à rede de televisão.

"Essa não é a minha maior prioridade. A minha maior prioridade agora é salvar este país", acrescentou o ex-mandatário.

Na semana passada, na sua primeira declaração pública após as condenações na Lava Jato terem sido anuladas, Lula recusou confirmar se será novamente candidato nas eleições presidenciais de 2022.

"Seria pequeno se estivesse pensando em 2022 neste instante. Agora o PT tem que colocar as suas lideranças para andar pelo país, como Gleisi [Hoffmann, presidente nacional do PT] e Haddad [Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e ex-candidato presidencial em 2018] estão fazendo. Tem momento para tudo, não podemos ficar a responder se vamos ter candidato agora ou não", disse Lula, na ocasião, em São Paulo.

"Em 2022, o partido vai pensar no momento das convenções e discutir se vai ter candidato, ou se vai apostar numa frente ampla", acrescentou o ex-mandatário, não descartando uma aliança com partidos de centro.

O juiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, anulou na semana passada todas as condenações de Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal no Paraná, relacionadas com as investigações da operação anticorrupção Lava Jato.

Isto não quer dizer que o ex-chefe de Estado tenha sido inocentado já que os processos serão remetidos para a justiça do Distrito Federal, que vai reavaliar os casos e pode receber novamente as denúncias e reiniciar os processos anulados.

Com a decisão, porém, Lula voltou a ser elegível e recuperou seus direitos políticos.

Lula, de 75 anos e que governou o Brasil entre 2003 e 2010, chegou a cumprir 580 dias de prisão, entre abril de 2018 e novembro de 2019 e, desde então, o ex-presidente recorria da sua sentença em liberdade condicional.

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Fonte: Notícias ao Minuto (https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/1787202/lula-admite-candidatar-se-a-presidencia-caso-pt-e-aliados-concordem)


Mais de R$ 2 bilhões do Fundo Eleitoral já estão com o TSE

Os recursos do Fundo Eleitoral ficarão à disposição do partido político somente depois de a sigla definir critérios para a sua distribuição

Mais de R$ 2 bilhões destinados ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado Fundo Eleitora,l já estão com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para serem distribuídos entre os partidos políticos. O total de R$ 2.034.954.824,00 foram repassados nessa segunda-feira (1º) ao TSE, conforme o extrato de Termo de Execução Descentralizada (TED), publicado nessa segunda-feira (1º) no Diário Oficial da União.

O dinheiro deverá ser empregado pelos partidos no financiamento de suas campanhas nas eleições municipais deste ano. De acordo com o tribunal, 30% desses recursos serão destinados às candidaturas femininas. O fundo é constituído por valores do Orçamento da União em ano eleitoral.
O TSE tem agora 15 dias para divulgar o valor a que cada legenda terá direito, de acordo com o Artigo 16-C da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). A Corte Eleitoral já iniciou os cálculos para saber quanto cada partido receberá.
Após o TSE definir a cota do fundo que caberá a cada partido, mediante solicitação a cada uma das legendas, será feita a transferência dos recursos para uma conta aberta pelo diretório nacional do respectivo partido para atender unicamente a essa finalidade.
Os recursos do Fundo Eleitoral ficarão à disposição do partido político somente depois de a sigla definir critérios para a sua distribuição. Esses critérios devem ser aprovados pela maioria absoluta dos membros do órgão de direção executiva nacional da sigla, e precisam ser divulgados publicamente.
"As verbas do fundo que não forem utilizadas nas campanhas eleitorais deverão ser devolvidas ao Tesouro Nacional, integralmente, no momento da apresentação da respectiva prestação de contas", diz o TSE. Com informações da Agência Brasil.
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Representantes de Estados e municípios rejeitam 'diretrizes' do Ministério da Saúde sobre quarentena

BRASÍLIA – Os conselhos de saúde que representam Estados e municípios rejeitaram a nova diretriz do Ministério da Saúde sobre distanciamento social, principal promessa de Nelson Teich ao assumir a pasta para rever a estratégia de combate a covid-19.
A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e pelo Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems). Esses órgãos são os representados de Estados e municípios junto do Ministério da Saúde.
Segundo gestores do SUS ouvidos pela reportagem, o argumento mais forte para não dar apoio às regras é que seria inoportuno lançá-las em meio ao aumento de casos e mortes pela doença. O risco é causar dubiedade sobre a mensagem de isolamento social, ou seja, incentivar a população a sair de casa, disseram estes gestores.
"Enquanto estivermos empilhando corpos, não tenho como discutir isso", disse o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Alberto Beltrame
O governo federal não tem poder de impor restrições ou flexibilizações a cidades e Estados. Sua missão é orientar medidas, mas quem decide o que efetivamente deve ser feito são governadores e prefeitos, que têm autonomia para isso. Para a população, portanto, continuam a valer as orientações locais sobre medidas de prevenção e segurança.
A nova regra vinha sendo discutida em reuniões entre Ministério da Saúde, Conass e Conasems. Representantes da Casa Civil e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) também participavam das tratativas. Os conselhos dos Estados e municípios, no entanto, decidiram não dar apoio à regra. A ideia de Teich era obter consenso para publicar uma resolução nacional sobre o tema. A proposta do ministro deve ser apresentada à imprensa nesta segunda-feira, 11.
A nova "matriz de risco" era carro-chefe da gestão Teich e promessa levada pelo médico a Jair Bolsonaro ao candidatar-se ao cargo de ministro da Saúde. Teich chegou a afirmar, em vídeo publicado nas redes sociais, em 20 de abril, que já estava em elaboração um "plano" para "revisão do distanciamento social" no País.
A proposta de Teich levanta uma série de dados, como capacidade de atendimento, ocupação de leitos, e número de casos e óbitos. Cada item teria uma pontuação. Somados, mostrariam em que situação está cada local e qual intervenção é sugerida, como isolamento controlado ou até lockdown.
Os Estados e municípios não seriam obrigados a seguir a regra, mas gestores locais escutados pela reportagem temem que as diretrizes virem arma para discurso contrário ao isolamento.
Além de considerarem inoportuna a discussão, secretários afirmam que seria inviável levantar dados como de número de servidores da saúde com sintomas de gripe, kits de equipamento de proteção individual (EPI) para cada um destes trabalhadores, entre outros. Os dados mudam diariamente.
A proposta de Teich é que a pontuação sirva para orientar gestores. Adotar medidas não é obrigatório. Mas secretários afirmam que apenas iniciar a discussão nacional sobre o tema já daria a entender que é possível flexibilizar o distanciamento social no País. "Gerar dubiedade na mensagem de isolamento social me parece um desserviço à saúde pública", disse Beltrame.
Para Beltrame, Estados podem discutir individualmente flexibilizar quarentenas. Mas a discussão ainda não pode ser nacional.
Rio Grande do Sul, por exemplo, começa nesta segunda-feira, 11, um plano de distanciamento controlado. O governo dividiu o Estado em 20 regiões, cada uma com uma bandeira — amarela, laranja, vermelha, preta —, que prevê graus diferentes de restrições e abertura da atividade econômica. Para Beltrame, o plano é válido. "Desejo sucesso na sua implementação, com a ressalva da necessária cautela diante da proximidade do inverno no sul, ocasião de maior sazonalidade das síndromes respiratórias na região.”
Procurado, o Ministério da Saúde não se manifestou. O Estado apurou com integrantes da pasta que Teich deve ao menos apresentar a proposta de diretrizes sobre distanciamento social nesta segunda-feira, 11.
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Fonte: MSN Notícias

Argentina disposta a se afastar de Lula para selar a paz com Bolsonaro

O ministro argentino vai exaltar a importância que o Governo de Alberto Fernández dá ao Brasil e quer saber qual é a verdadeira importância que o Governo de Bolsonaro projeta para a Argentina.

O Governo argentino quer retirar a ideologia da discussão com o Brasil tanto no campo político quanto no comercial. Por isso, o ministro das Relações Exteriores argentino, Felipe Solá, também vai propor uma trégua que inclui adiar a discussão dentro do Mercosul sobre o acordo comercial com a União Europeia para, assim, poder avançar com projetos concretos de integração.

"O objetivo dessa visita [ao Brasil] é nos aproximar. Sejamos claros: nessa [visita], nós apostamos a política exterior argentina. Apostamos a nossa posição no Mercosul, no continente americano e no mundo. E não consultamos as nossas bases [políticas] porque, caso contrário, o negócio se ideologiza", afirmou o ministro, respondendo à Lusa.
"A ideologia nunca deve ser um obstáculo para o diálogo. Com esse espírito, vamos viajar para o Brasil. E existe uma possibilidade de vermos o Presidente Bolsonaro", indicou.
Felipe Solá terá nesta quarta-feira em Brasília uma reunião muito mais política do que comercial para acabar com as brigas políticas, depois de meses de ataques cruzados entre os presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e argentino, Alberto Fernández.
O ministro argentino vai exaltar a importância que o Governo de Alberto Fernández dá ao Brasil e quer saber qual é a verdadeira importância que o Governo de Bolsonaro projeta para a Argentina.
O Governo argentino quer saber se os ataques de Bolsonaro estão destinados à política doméstica brasileira ou se são uma estratégia para se afastar da Argentina, principal parceiro em política externa do Brasil, e aproximar-se dos Estados Unidos.
Como sinal de boa fé, o Governo argentino está disposto a deixar de lado a sua afinidade política com o Partido dos Trabalhadores do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva para priorizar a relação Brasil-Argentina, eixo da integração regional.
"A nossa postura não tem a ver com a política interna argentina. Se a metade daqueles que votaram em nós querem que nós insultemos o Bolsonaro, isso não nos interessa. Pagaremos o custo que for. O importante é que não se aprofunde a distância com o Brasil", aponta Solá.
No que se refere à ideologia comercial, a Argentina quer encapsular a discussão da abertura comercial, defendida por Bolsonaro, versus o protecionismo, defendido pelo governo peronista de Alberto Fernández.
Em termos práticos, quer colocar o acordo comercial Mercosul-União Europeia de lado, por enquanto, para avançar numa agenda estratégica conjunta Brasil - Argentina. Essa visão foi compartilhada pelo ministro argentino durante o encerramento de uma reunião com legisladores do Mercosul, 24 horas antes de embarcar a Brasília.
"Coloca-se o acordo Mercosul-União Europeia no meio da discussão entre Argentina e Brasil como se primeiro houvesse que dizer o que se pensa sobre o acordo e o que se vai fazer a respeito para depois falarmos de integração", criticou Solá, avisando que vai propor ao seu ministro brasileiro o contrário: avançar com a agenda bilateral para depois discutir o acordo.
O acordo de comércio livre entre os dois blocos foi assinado em junho, depois de 20 anos de negociações. O texto está em processo de revisão legal e será depois tratado pelos parlamentos de cada país. Em dezembro, com a posse do novo Governo, a Argentina passou a querer rever aspectos do acordo por considerar que afetam a sua indústria, mais fragilizada pela severa crise econômica.
A agenda estratégica que a Argentina vai propor ao Brasil inclui projetos para fortalecer a integração como o desenvolvimento de energias alternativas em conjunto, a associação da exploração 'off shore' de petróleo do Brasil (pré-sal) com o petróleo de xisto argentino na Patagonia, a implementação conjunta da tecnologia 5G, um novo modelo de segurança nas fronteiras e um papel de relevância internacional no desenvolvimento nuclear.
"É uma agenda que nos une, que permite reconstruir a relação bilateral porque temos de gerar empregos", defendeu Solá.
A Argentina também quer debater a questão do meio-ambiente nos dois países porque, segundo Felipe Solá, a partir dos incêndios na Amazônia, a Europa construiu uma ideia de que a produção agropecuária do Mercosul baseia-se na destruição das florestas e na mão-de-obra barata.
"Há opositores ao acordo Mercosul-União Europeia porque pensam que vamos mandar mercadorias mais baratas a partir de uma extração irracional dos recursos naturais", criticou.
A Argentina vai ainda pedir o apoio do Brasil no processo de renegociação da dívida pública com o Fundo Monetário Internacional e vai falar também sobre a Venezuela e a Bolívia.
Os ataques entre Jair Bolsonaro e Alberto Fernández começaram em junho quando Bolsonaro começou a fazer campanha a favor da reeleição do ex-Presidente, Mauricio Macri. No mês seguinte, Alberto Fernández visitou Lula na prisão e depois, em outubro, durante o seu discurso de vitória, pediu a liberdade de Lula. Quando foi libertado em novembro, Alberto Fernández, já eleito, recebeu a ex-Presidente Dilma Rousseff.
Bolsonaro não cumprimentou Fernández pela vitória nas urnas e não foi à posse do Presidente argentino em dezembro. Em agosto, Bolsonaro também alertou para o risco de Fernández transformar a Argentina numa nova Venezuela. E Fernández respondeu que as críticas vindas de um "racista, misógino e violento" só o beneficiavam.

"Temos que destruir o governo Bolsonaro" - Diz Freixo em festa de 40 anos do PT

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Em evento dos 40 anos do PT, deputado disse que Bolsonaro "sempre foi o esgoto do sistema".
  • Ele também chamou o ministro da Educação, Abraham Weintraub, de "perverso e estúpido".
Durante evento pelas comemorações de aniversário dos 40 anos do PT, nesse sábado (8), no Rio, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) pediu à militância: "Temos que destruir o governo Bolsonaro", afirmou. "Resistir é ganhar tempo. Precisamos de algo mais que resistir", completou Freixo, que é pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro.
A informação foi publicada pelo portal UOL, segundo o qual Freixo fez ainda outras críticas a Bolsonaro – que, por mandatos consecutivos, havia sio deputado federal pelo Rio, por diversos partidos.
"Ele sempre foi o esgoto do sistema. Ele defendeu a legalização das milícias", disse o deputado sobre o ex-capitão. "Ele sempre representou o pior da política", definiu.
O parlamentar também fez críticas ríspidas ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, a quem resumiu: "É perverso e estúpido".
Segundo o UOL, Freixo participou de um debate com representantes de partidos de esquerda, de modo que sua fala foi uma das mais aplaudidas pelos cerca de 2.000 militantes petistas que assistiam ao debate. Além de Freixo, participaram a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, a ex-deputada Manuela D'Ávila (PCdoB), e o presidente do PDT, Carlos Lupi.
A declaração do deputado sobre Bolsonaro causou a reação do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), que, no Twitter, avisou que vai processar Freixo em função do que foi dito. “Declaração de ódio manifestamente antidemocrática! Interpelarei o deputado na Justiça, para que esclareça o que de fato quis dizer. Conforme a resposta, Lei de Segurança Nacional nele!”, clamou o deputado e pastor, integrante da base bolsonarista na Câmara.

PT autoriza alianças com centrão, PSDB, DEM e até PSL

Uma condição para o PT subir em palanque fora de sua parceria histórica é que o candidato "não tenha práticas de hostilidade ao PT e aos presidentes Lula e Dilma".

RIO DE JANEIRO, RJ - Sob a batuta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT ampliou o seu arco de alianças para as próximas eleições municipais.

Reunido no Rio, o comando petista autorizou, nesta sexta-feira (7), alianças com partidos do centrão, PSDB, DEM e até PSL em cidades onde PT ou seus aliados históricos encabecem a chapa.
Em sua primeira reunião de 2020 e com nova composição, a Executiva Nacional da legenda aprovou uma resolução listando PSOL, PDT, PSB, Rede, PCO e UP como parceiros preferenciais. Embora estivesse no Rio desde a tarde de sexta, o ex-presidente não participou do encontro.
"Nas situações em que o PT não encabeça a chapa e o candidato seja de um partido que não integre o espectro citado acima, somente serão permitidas alianças táticas e pontuais se autorizadas pelo diretório estadual, desde que candidato tenha compromisso expresso com a oposição a Bolsonaro e suas políticas", afirma o texto.
Outra condição para o PT subir em palanque fora de sua parceria histórica é que o candidato "não tenha práticas de hostilidade ao PT e aos presidentes Lula e Dilma".
O texto traz uma dubiedade ao afirmar que "o PT nacional decide que não ocorram alianças com os partidos que sustentam o projeto ultraneoliberal (DEM, PSDB) e veta qualquer aliança com aqueles que representam o extremismo de direita em nosso país".
De acordo com a assessoria do partido, a menção ao DEM e ao PSDB é uma tentativa de mostrar que os dois partidos não integram a extrema direita. O documento não chega a nominar as legendas com as quais as alianças estão vetadas. 
Segundo o texto, a estratégia de fortalecimento da luta partidária não afasta a sigla da disposição de procurar e fazer alianças com as forças políticas que se aproximam dos mesmos compromissos com o povo, "não só pela construção de alianças pontuais focadas em 2020, mas pela união de esforços contra o projeto de destruição social do governo Bolsonaro, que buscará a reeleição".
O texto está em consonância com o que pensa Lula. Desde que deixou a prisão, em novembro do ano passado, o ex-presidente tem defendido a ampliação de alianças táticas no confronto com o governo Bolsonaro.
No documento, o PT afirma que a constituição de uma frente democrática popular, com forte participação dos partidos de esquerda, movimentos sociais e populares e setores progressistas "é compatível e complementar à formação de alianças táticas com setores sociais e políticos que tenham contradições reais com determinadas políticas do governo Bolsonaro".
O documento destaca a repercussão internacional do movimento em defesa do ex-presidente Lula, mas ressalva: "é importante registrar que Lula está solto, e não livre! É imperativo para a democracia a anulação da sentença ilegal e mentirosa de Sergio Moro e o restabelecimento dos direitos políticos de Lula".
Solto após julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que definiu que condenados têm direito a aguardar o fim dos recursos de seus processos em liberdade, Lula está inelegível.
O ex-presidente se enquadra na Lei da Ficha Limpa, que veta a candidatura de políticos condenados em segunda instância – ele tem duas, uma pelo caso do sítio de Atibaia (SP) e outra pelo do tríplex de Guarujá (SP).
A resolução petista acusa Moro de proteger "lideranças aliadas, ministros e o próprio clã bolsonarista de investigações sobre suas relações com a milícia, os laranjas, a corrupção, o assassinato de [da vereadora] Marielle e Anderson e outros graves crimes".
O partido afirma também que, embora as tensões entre Bolsonaro e Moro sejam persistentes, ambos compartilham o mesmo objetivo: impedir que o PT e as forças progressistas e populares voltem a governar o país.

'Não tenho resposta', diz Huck sobre 2022

Para o apresentador, há "muitas maneiras" de se engajar nas mudanças que o País precisa e "entrar para a política é uma delas"

O apresentador Luciano Huck foi questionado nesta quinta-feira, 23, em um almoço-painel no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, a respeito de uma futura candidatura à Presidência da República e não refutou a possibilidade. Enrolou, falou de Amazônia, que não tinha nada a ver com a pergunta, mas acabou concluindo, para risos da plateia que acompanhava a palestra: "Sua pergunta é muito difícil. Não tenho a resposta nem para mim mesmo", afirmou.

Mais do que não negar a possibilidade, Huck deu justificativas de por que pode acabar trilhando este caminho.
Para o apresentador, há "muitas maneiras" de se engajar nas mudanças que o País precisa e "entrar para a política é uma delas", afirmou. Mas também listou outras iniciativas que poderiam ser tomadas, como fomentar, inclusive por meio de financiamento, a qualificação de novos talentos da política - algo que já faz, por meio da parceria com os movimentos de renovação, que, por sua vez, são vistos como a plataforma inicial, anterior inclusive aos partidos, para seu lançamento na política.
"Todas as decisões que tomamos na vida são políticas", afirmou o apresentador, que está circulando em Davos com a barba, branca, crescida.
O "lançamento" da candidatura foi feito por Raiam Pinto dos Santos, que estava na audiência do almoço-painel, se apresentou como empreendedor e quis saber que garantias Huck daria de que seu projeto é para valer.
Aceitação
Para o presidente do Cidadania, Roberto Freire, uma das figuras do meio político com quem Huck tem conversado - e que estimula que a possibilidade de o nome do apresentador estar nas urnas se concretize -, a participação em Davos teve dois propósitos: primeiro, ajudar a tirar algum preconceito que possa existir com o fato de Huck ser um apresentador de TV. "Ele vem mostrar capacidade" e conhecimento das questões do País. Em segundo lugar, segundo Freire, as falas de Huck demonstram que ele "está admitido a possibilidade" de efetivamente entrar na disputa de 2022.
Huck, que é ligado aos movimentos de renovação política RenovaBR e Agora!, já vinha declarando que é preciso "restaurar" as lideranças políticas nacionais. Em janeiro, ele havia publicado um artigo com a defesa dessa ideia no site do próprio Fórum Econômico Mundial. Ele também já fez críticas à condução das políticas ambientais no País sob o governo Jair Bolsonaro e, na semana passada, foi um dos que criticaram o vídeo com citações nazistas do então secretário especial da Cultura, Roberto Alvim, antes de o presidente decidir demiti-lo.
O apresentador tem se aproximado de políticos como Freire, o ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung e mantido diálogos com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). A movimentação já fez ele ser alvo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse que Huck "não representa a centro-esquerda", mas sim "a TV Globo". Já o deputado Marco Feliciano (sem partido-SP), aliado da família Bolsonaro, o chamou de "comunista" na semana passada.
Na quarta-feira, 22, Huck já havia gravado um vídeo e publicado em suas redes sociais, em que apresentou o Fórum Econômico Mundial. "É um daqueles eventos para tentar fazer o mundo um lugar mais igualitário, mais justo, e para repensar um pouco os fundamentos do capitalismo", disse o apresentador. "Como estou numa fase da vida que quero aprender, onde fazer pergunta é mais legal do que saber resposta, eu estou aqui", completou. Ao explicar o evento, ele disse que o encontro não era "uma seita secreta para definir os rumos do mundo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

ESCREVEU NÃO LEU, PAU COMEU...

Auxiliar de Onix que fez "voo particular" em aeronave da FAB é demitido

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira, 28, que irá demitir o secretário-executivo da Casa Civil, Vicente Santini, por utilizar uma aeronave oficial para se deslocar até Nova Délhi, na Índia. Bolsonaro ficou incomodado com o voo particular do número 2 de Onyx Lorenzoni, enquanto demais ministros optaram por viajarem por companhias aéreas comerciais.

"Inadmissível o que aconteceu. Já está destituído da função de executivo do Onyx. Destituído por mim. Vou conversar com Onyx para decidir quais outras medidas podem ser tomadas contra ele", disse Bolsonaro.
O presidente não deixou claro se Santini pode seguir no governo. "O cargo de executivo da Casa Civil já está perdido. Outras coisas virão depois de eu conversar com Onyx", declarou Bolsonaro.
Santini, que substitui Lorenzoni durante as férias do ministro, viajou no dia 21 do Brasil para Davos, na Suíça, onde participou do Fórum Econômico Mundial, e de lá para a cidade indiana, onde se juntou à comitiva presidencial. Todos os deslocamentos foram feitos em um jato Legacy, da Aeronáutica. A viagem de FAB do secretário-executivo foi noticiada pelo site do jornal O Globo.
"O que ele fez não é ilegal, mas é completamente imoral. Ministros antigos foram de avião comercial, classe econômica", disse Bolsonaro.
O governo não informa o custo da viagem, mas de acordo com oficiais da FAB ouvidos pelo Estadão/Broadcast, um deslocamento como este não sai por menos de R$ 740 mil.
Santini viajou acompanhado de mais duas servidoras. A secretária do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Martha Seillier, e a assessora internacional do PPI, a diplomata Bertha Gadelha.
Segundo interlocutores, Bolsonaro demonstrou ter ficado "muito irritado" com o voo "particular" e a mensagem negativa que pode passar à opinião pública, contrária ao discurso de austeridade nas contas públicas adotado pelo governo federal. O presidente não quis se dirigir a Santini, mas fez chegar a "bronca" ao secretário-executivo.
A estes interlocutores, Bolsonaro disse que quer saber como funcionam as regras de solicitação de aviões da FAB para modificá-las, a fim de evitar "abusos", como classificou este caso.

Chamado de próximo presidente, Huck diz que Brasil precisa ser melhor representado

O apresentador Luciano Huck atraiu a maior parte das atenções durante o painel que participou sobre os protestos de rua na América Latina na reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, nesta quinta-feira (23), mas evitou polêmicas.

Discorrendo sobre desigualdade, educação e ambiente, foi chamado em voz alta ao menos duas vezes de "próximo presidente do Brasil" —pelo escritor e youtuber brasileiro Raiam Santos e pela secretária executiva da Comissão Econômica para América Latina e Caribe da ONU, Alicia Bárcena Ibarra.

Huck, que é amplamente visto como aspirante à Presidência em 2022, mas não anunciou candidatura, desviou do epíteto. Indagado após o evento sobre os temas que abordou no almoço e as ações do Brasil na área, disse que o Brasil merecia representação melhor no exterior.
"O Brasil precisa ser mais bem representado, para além da economia", afirmou.
"Quando você lê a carta do professor [Klaus] Schwab desta edição do Fórum Econômico e ela claramente aponta para discutir ideias que possam gerar crescimento econômico com redução da desigualdade, eu adoraria poder ver o país bem representado em painéis além dos painéis econômicos", afirmou, aludindo ao ministro Paulo Guedes (Economia), celebrado por investidores no Fórum.
"Sem dúvida a gente entregou números importantes do ponto de vista econômico, mas a gente estava fora dos painéis de educação, desigualdade e Amazônia."
Durante o almoço, ao qual também estava presente o cocriador do movimento anarquista americano Occupy, Micah White, e outras lideranças da sociedade civil, Huck contou uma história de superação que registrou em seu programa, falou da importância da educação e esboçou um ponto de vista sobre ambiente, um dos eixos do encontro deste ano.
"Temos 80% da Amazônia que não sabemos a quem pertence, estão em uma zona cinzenta, então temos que pensar na Amazônia também nas pessoas, não nas árvores", disse aos convidados, sem elaborar, aparentemente referindo-se à área protegida da floresta.
É uma opinião consonante com a do governo Jair Bolsonaro, que vem defendendo maior desenvolvimento econômico para a região da floresta, mas é criticado por sua inação ambiental. O ministro Ricardo Salles (Ambiente) não viajou para Davos.
Na plateia, estavam executivos brasileiros como Wilson Ferreira Junior, presidente da Eletrobras, e o vice-presidente do Bradesco, Mauricio Minas —ambos sentados à mesa com Huck.
Aliados de dois dos possíveis concorrentes de Huck caso ele se candidate em 2022 também estavam presentes: a secretária de desenvolvimento econômico de São Paulo, Patricia Ellen, que veio a Davos com o governador João Doria (PSDB), e o presidente do BNDES sob Bolsonaro, Gustavo Montezano.

MOURÃO: 'Faltam comando e controle das políticas para região amazônica'

O vice-presidente declarou que faltam hoje ao governo "comando e controle" e "coordenação" das políticas voltadas para a região

"Existe uma série de políticas desenvolvidas por diferentes ministérios que estão ligadas ao meio ambiente e à Amazônia. É uma tema transversal. Ele não pertence só ao Ministério do Meio Ambiente, não pertence só ao Ministério de Infraestrutura, não pertence só ao Ministério de Desenvolvimento Regional", explicou o vice-presidente em entrevista à GloboNews. "A gente nota nitidamente que tem de ter um organismo que controle isso e coordene as atividades."
Bolsonaro anunciou a criação do Conselho da Amazônia na terça-feira, 21, mesmo dia em que começava o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. A emergência climática e a preservação ambiental estão entre os temas de mais destaque na edição deste ano do evento.
No dia seguinte, o maior auditório do Fórum recebeu uma sessão especial sobre como garantir um futuro sustentável à Amazônia, em que o diretor de pesquisa da Academia Brasileira de Ciências, Carlos Nobre, defendeu que conservar a região é muito mais lucrativo do que substituir a floresta por monocultura ou pecuária.
"Não tem a mínima dúvida que o meio ambiente é o tema central no século 21, principalmente nesta terceira década", disse Mourão na entrevista. Ele reconheceu que não se pode fugir da realidade em que grandes fundos de investimento mundo afora estão "colocando selo verde", ou seja, exigindo padrões de boas práticas ambientais de países e empresas em cujos ativos eles investem. "Se é preocupação desses fundos com a vida na Terra ou um instrumento de pressão sobre nações em desenvolvimento, não interessa. Temos de nos adaptar e dar respostas corretas ao que está ocorrendo no mundo."
Questionado sobre a imagem ruim que a política ambiental do Brasil tem atualmente no exterior, o vice-presidente afirmou que existe uma pressão internacional sobre o País pelo fato de Bolsonaro ser "encarado por parcelas da inteligência mundial ou formadores de opinião" como alguém que não está não comprometido com a preservação ambiental. "(Mas) o presidente não deu ordem para tacar fogo na floresta nem fazer genocídio dos povos da floresta."
Mourão admitiu, contudo, que é parte do seu trabalho à frente do Conselho da Amazônia adotar ações que passem para fora a imagem de um País comprometido com a preservação do seu território em termos ambientais.
Sobre se vai tentar recuperar os repasses da Noruega e da Alemanha - o primeiro país suspendeu transferências para o Fundo Amazônia, enquanto o último congelou o financiamento pelo seu Ministério do Meio Ambiente de projetos de combate ao desmatamento no Brasil -, Mourão garantiu que vai "buscar recursos fora, sim, desde que seja possível e necessário" e afirmou não ter "vergonha" de pedir a Oslo e Berlim a volta dos repasses.
Outro tema abordado foi uma eventual candidatura à reeleição de Bolsonaro. Mourão disse que comporia novamente uma chapa como vice se o presidente quiser que ele continue. "Quando ele precisar de um aconselhamento leal e sincero, ele vai ter." Respondeu, também, achar que Bolsonaro deveria, sim, concorrer a um segundo mandato. Mas emendou: "eu, particularmente, sou contrário à reeleição. Acho que a reeleição não fez bem ao Brasil. Acho que deveríamos ter mandato de cinco anos, sem direito à reeleição, mas a regra do jogo que está em vigor é essa."
A respeito do leilão do 5G, o vice-presidente descartou qualquer interferência dos Estados Unidos sobre a possibilidade de a chinesa Huawei disputar o certame. "Quem vencer leilão vai vencer." Ele disse ter conversado com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, sobre o assunto e afirmou achar que o leilão vai ocorrer até o fim deste ano ou em 2021.
Quando o assunto se voltou para o discurso de inspiração nazista feito pelo ex-secretário de Cultura Roberto Alvim, Mourão considerou o episódio como algo resolvido, após a demissão de Alvim. Confrontado com o fato de que Bolsonaro elogiou o trabalho do então secretário dias antes de exonerá-lo, o vice-presidente respondeu: "até ele resolver ser o clone do (Joseph) Goebbels", referindo-se ao ministro de Propaganda de Hitler.o explicar como e com que objetivo vai trabalhar o recém-anunciado Conselho da Amazônia, o vice-presidente Hamilton Mourão, encarregado de comandá-lo, declarou que faltam hoje ao governo "comando e controle" e "coordenação" das políticas voltadas para a região e reconheceu que ainda está "analisando a missão" dada a ele pelo presidente Jair Bolsonaro.

Brasil precisa renovar lideranças políticas do topo para base, diz Huck

O apresentador é visto como possível candidato de uma frente de centro na próxima eleição em 2022.

O apresentador de TV e potencial candidato à Presidência em 2022 Luciano Huck afirmou que o Brasil precisa "restaurar" e "renovar" suas lideranças políticas do "topo para a base" em artigo publicado no site do Fórum Econômico Mundial nesta quarta-feira, 15. "Lideranças e políticas públicas responsáveis e representativas são fundamentais para revitalizar o contrato social. Isso não vai acontecer espontaneamente. Requer um esforço consciente para investir em talentos e atraí-los", afirmou Huck.

O apresentador é visto como possível candidato de uma frente de centro na próxima eleição em 2022 e é ligado a movimentos de renovação política, como o RenovaBR e o Agora!. Ele estará presente no encontro do fórum em Davos, na Suíça, que ocorrerá entre os dias 21 e 24 de janeiro. No artigo, ele lista três "desafios" do Brasil e do mundo para o futuro: as queimadas e o desmatamento na Amazônia, a redução da desigualdade e a renovação das lideranças políticas.
"Em 2017, entrei no Agora!, um dos vários movimentos cívicos dinâmicos que investem em uma nova geração de líderes comprometidos com um Brasil mais inclusivo e sustentável. E em 2018, co-fundei a RenovaBR, atraindo mais de 4.600 inscrições de pessoas que nunca haviam se envolvido em política para treinamento em governança e ética. Dos 120 candidatos aprovados, 17 foram eleitos para o cargo federal naquele ano", disse, se colocando como parte da renovação.
No artigo, Huck teceu críticas à política ambiental do governo brasileiro. "Apesar dos esforços das autoridades brasileiras para ocultar o problema, os dados de satélite do próprio Ministério da Ciência mostraram que as taxas de desmatamento atingiram os níveis mais altos em duas décadas", escreveu Huck. Para ele, é necessário um "novo e radical paradigma" para garantir a administração sustentável da biodiversidade do País.
Huck também afirmou que Brasil precisa colocar a redução da desigualdade no "topo" de sua agenda nacional em 2020. "O aprofundamento da desigualdade social e econômica nos países está reconfigurando fundamentalmente as políticas doméstica e internacional", disse. Ele considera que o governo brasileiro adota "dinâmica" de outros governos que estão se retirando da cooperação multilateral e voltando ao "nacionalismo e protecionismo reacionários". O apresentador ainda aponta que nos últimos anos a renda per capita caiu e a diferença entre ricos e pobres começou a aumentar, "acabando com muitos ganhos sociais das três décadas anteriores".