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Com desemprego crescente, aumentam relatos de golpes com vagas falsas: 'Tentam tirar proveito da angústia alheia'


Rebeca* atendeu ao telefone e ouviu o que mais esperava: "Temos uma vaga com o seu perfil".
A proposta era um cargo de gerente, em que ganharia quase R$ 30 mil.
Tinha cara de emprego dos sonhos, diz ela. "Mas em 10 ou 15 minutos de conversa, no dia seguinte na agência, percebi que era um golpe."
Ela não é a única a contar essa história.
O número de pessoas em busca de vaga no Brasil aumentou 10,2% no primeiro trimestre do ano e soma agora 13,4 milhões de trabalhadores, segundo números divulgados no fim de abril pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
É uma fila que, na medida em que crescia, também via se multiplicarem acusações e indícios de vagas falsas e de outros artifícios lançados para enganar desempregados e tirar dinheiro deles no país. O quadro é apontado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), pelo Procon-SP e pelo site de defesa do consumidor Reclame Aqui - e confirmado por analistas.
"Infelizmente, são situações que se repetem, fruto da ação inescrupulosa de pessoas que tentam tirar proveito da angústia alheia, derivada do desemprego ou aspiração de tantos outros que desejam um progresso profissional", diz o presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Brasil), Paulo Sardinha. "As práticas consideradas desonestas", afirma, "são executadas por uma minoria", mas os candidatos devem ter cuidado.

Iscas

Em São Paulo, o promotor de Justiça do Consumidor, Luiz Ambra, diz que o Ministério Público começou a investigar "um grupo de pessoas que estaria usando diferentes nomes no mercado para anunciar vagas nos jornais, atrair interessados com promessas de emprego que não existem e exigir que eles façam pagamentos". "Existem evidências muito fortes dessa prática."
Ambra relatou que uma das vítimas ouvidas na investigação disse ter sido atraída por anúncios de vagas para auxiliar de produção e estoquista.
Ao chegar ao local, teria visto 40 pessoas esperando entrevista. A agência, segundo ele, afirmou ao candidato que as vagas já estavam preenchidas, mas que havia outras duas – com salários entre R$ 800 e R$ 1.490 mais benefícios.
"Ele (a vítima) teria mostrado interesse por esta última. A empresa então teria sinalizado que estava tudo certo, que iria ter um treinamento, mas que ele ia ser contratado e só precisaria arcar com o custo do uniforme."
O valor, R$ 390, seria descontado do primeiro salário, mas o convenceram a antecipar com o cartão de crédito. A estratégia teria sido a mesma usada com outros candidatos.
"Depois de efetuado o pagamento, quando vão assinar o contrato, verificam que não tem nada daquilo que haviam acertado – que a empresa só se compromete a prepará-los para entrevistas. Ela também diz que o uniforme está esgotado."
Essa vítima contou em depoimento que conversou com outros trabalhadores que tinham participado de seleções na agência - e que teriam percebido que as propostas eram falsas.
Duas pessoas já ouvidas teriam conseguido bloquear seus cartões de crédito para evitar os pagamentos. Outras, não.
A investigação, segundo Ambra, foi desencadeada por queixas que os trabalhadores registraram no Procon e em sites de defesa do consumidor.
Segundo o Reclame Aqui, 30% das 4.872 queixas registradas no primeiro trimestre de 2019 contra agências de emprego e recrutamento trazem acusações de cobranças indevidas e vagas falsas. A cifra representa um aumento de 11,3% em relação aos três primeiros meses de 2017, e 2,4% ante igual período de 2018.
"Muita gente acaba deixando de denunciar por vergonha ou falta de informação de como proceder. E infelizmente, talvez ocorram mais casos do que aqueles que são registrados", diz o dirigente da ABRH-Brasil, ressaltando que as denúncias também podem ser feitas de forma anônima à polícia e em outros órgãos.
A Coordenadoria Nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho, do Ministério Público do Trabalho (MPT), apontou a existência de ações em Estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Rondônia.
Os casos envolvem empresas que, segundo a Procuradoria, cobravam taxas de candidatos para encaminhá-los a entrevistas ou vagas de emprego ou atuavam, por exemplo, usando promessas de vagas como isca para vender cursos e treinamentos – mas após a assinatura do contrato alegavam aos clientes que a vaga dependeria do desempenho do aluno.

'Colocam um monte de defeitos no seu currículo'

Rebeca, a personagem citada no início desta reportagem, teme que seu episódio atrapalhe outras seleções de que participa – por isso, a BBC News Brasil decidiu não revelar seu nome verdadeiro nem o da empresa.
A paulista de 37 anos atuou como gerente de marketing de uma multinacional até dezembro. Ela conta que foi desligada do cargo após uma mudança no modelo de negócio da companhia, e essa seria a sua sexta entrevista.
A profissional conta que não pesquisou previamente sobre a empresa, mas que ficou "desconfiada" quando recebeu a ligação.
"A mulher disse que era de uma empresa de recolocação, que tinha visto o meu currículo e perguntou se eu poderia comparecer no dia seguinte para ouvir a proposta."
"Como eu já tinha recebido ligações desse tipo, liguei de volta para perguntar se tinham mesmo uma vaga. E ela confirmou que era uma oferta real."
Ao chegar à agência, ela conta que acabou sendo pressionada a pagar R$ 5.000 por serviços que não sabia que seriam oferecidos. O valor seria para a empresa revisar seu currículo, buscar outras vagas para ela no mercado e lhe renderia, de bônus, um serviço de coaching para prepará-la para entrevistas.
"Eles falam que têm uma vaga totalmente compatível com o seu perfil, mas não têm. É só para lhe atrair", diz ela.
"No meio da conversa eles colocam um monte de defeitos no seu currículo, dizem que do jeito que está não conseguem mandar para a empresa, que ele vai ser rejeitado, e aí tentam vender o serviço".
O valor teria de ser pago à vista ou em até seis vezes.
"Se eu fosse contratada, eles pediriam ainda 25% dos meus três primeiros salários".

Pressão

"A pessoa simula uma entrevista, tenta tirar informações de você, como o cargo que você está querendo, quanto você quer ganhar, e aí pega o gancho para fazer a proposta", detalha Rebeca.

"Fazem muita pressão psicológica para você fechar na hora, dizem que a cada dia que você está fora do mercado vai perdendo valor, como um carro que saiu da concessionária e está valendo 20% menos."
Ela já havia sido alertada sobre esse tipo de investida por uma empresa de RH que lhe presta assessoria para recolocação profissional – um serviço incluído no pacote de desligamento que acertou no antigo emprego, por ocupar cargo de executiva.
"Minha consultora também me disse que nenhuma empresa séria, idônea, que está fazendo um processo seletivo, vai cobrar do candidato para fazer recrutamento. Quem paga é a empresa que está contratando, não é o candidato. Eu tive sorte de estar preparada."
Rebeca saiu do escritório sem contratar qualquer serviço. Disse que iria analisar, e respondeu por e-mail que não estava interessada. Só depois ela viu, na internet, postagens de outros candidatos com histórias parecidas.
Em uma das queixas publicadas recentemente no site Reclame Aqui, o internauta diz que recebeu uma ligação da mesma empresa em dezembro, a respeito de uma vaga para ganhar R$ 12 mil. "Mas era mentira, a intenção era apenas me vender pacotes de consultoria em coaching", afirma.

"Brincam com nossos sonhos"

Também neste ano, uma usuária do site se disse "indignada" com uma "falsa promessa de emprego" de outra agência. O foco eram vagas de camareira.
Ela encontrou o anúncio publicado no jornal "propondo início imediato e que davam o treinamento".
Ao ligar em busca de detalhes, a atendente teria lhe dito que a empresa presta serviços para várias redes de hoteis e que o treinamento custaria R$ 300.
"Mas ela garantiu que dentro de um mês eu estaria no mercado, pois os hoteis só contratavam através deles". O caso teria ocorrido em julho de 2018. E o pagamento integral era apontado como pré-requisito para ter o currículo divulgado.
"Eu peguei dinheiro emprestado para fazer".
Cinco meses depois, quando fez o post com a queixa, a candidata afirmava que continuava desempregada, que não havia recebido sequer uma ligação para entrevistas e que ninguém da "turma grande" que fez o treinamento com ela havia sido empregado.
Os candidatos teriam criado um grupo no WhatsApp para acompanhar o caso. "Estou divulgando, pois os anúncios continuam, dessa e de outras que prometem emprego e brincam com nossos sonhos. Por favor, não caiam nessa", diz ela.
"Eu ainda tenho o jornal com o anúncio".
Paulo Sardinha, da ABRH-Brasil, afirma que esse tipo de situação "sugere um golpe".
"A irregularidade consiste em simular a existência de vaga para cobrar por um serviço e induzir o interessado a erro."
"Pedido de pagamento antecipado em troca de vagas de emprego existentes sugere golpe. E cobrança de parcela dos salários é desprovida de ética", diz Paulo Sardinha, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Brasil)

'Cobrança não é permitida'

Em uma das ações ajuizadas pelo MPT em 2018, na Bahia, a juíza substituta da 2ª Vara do Trabalho de Feira de Santana, Maria Fernandes Maciel Prado de Oliveira, ressalta que a atividade de agenciamento de empregos não é regulamentada no Brasil. Não existe lei permitindo a cobrança de valores para que o candidato seja empregado, observa ela. Por enquanto, também não existe contra.
Mas os procuradores do MPT sustentam - e alguns juízes, como ela, têm acatado - que "o procedimento fere princípios e normas constitucionais e internacionais", como a Convenção 181 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que "prevê a impossibilidade de as agências cobrarem dos trabalhadores encargos sobre os seus serviços".
Um projeto de lei de autoria do deputado Nilto Tatto (PT-SP), desarquivado em fevereiro para votações na Câmara dos Deputados, também quer proibir agências de cobrar taxas para cadastro de currículo no banco de dados ou inscrição em processo seletivo.
A agência ré no caso da Bahia é acusada de cobrar R$ 10 para cadastro de currículo e, ainda, a retenção de 30% do primeiro salário do candidato - prática que, no entendimento da juíza, "é vedada" e que "viola a proteção ao salário do trabalhador, o valor social do trabalho, a garantia de livre acesso do empregado ao mercado de trabalho face a livre iniciativa e até a dignidade da pessoa humana".
Decisões favoráveis ao trabalhador nesse tipo de ação podem ir desde obrigar a empresa a parar as cobranças, sob pena de multa, até punições como reparação de danos morais coletivos e prisão, se estiver na esfera criminal.

'Deve-se desconfiar'

Mas e se o telefone do trabalhador toca e alguém diz ter uma vaga com o perfil dele, o que ele faz?
"Deve desconfiar!", dizem os dirigentes da ABRH, entidade filiada à Federação Mundial de Associações de Gestão de Pessoas, que reúne mais de 660 mil profissionais de RH distribuídos em mais de 90 países.
"Isso sugere ser uma prática desonesta ou, pelo menos, pouco profissional. Quando sugerem que a vaga encaixa exatamente com o perfil do candidato, sem ele nem mesmo ter participado de um processo seletivo da empresa ou, por exemplo, baseado em seu perfil do LinkedIn, não faz muito sentido", avalia.
Uma abordagem correta, acrescenta, seria o profissional dizer qual empresa representa, a vaga ou oportunidade que está trabalhando e que gostaria de marcar uma entrevista para avaliar a aderência do candidato a esta vaga.
A empresa também deveria mencionar como chegou até ele, informando de quem recebeu a indicação ou currículo.

A recomendação, segundo a ABRH, é que a pessoa verifique em sites e órgãos de proteção ao consumidor se profissionais e empresas que dizem prestar tais serviços são alvos de reclamações, como as solucionaram e se estão envolvidos em procedimentos de investigação e denúncias.
Empresas abertas recentemente e com pouco ou nenhum histórico de prestação de serviços devem ser avaliadas cuidadosamente, diz ainda. "Cuidado também com consultorias que se dizem vinculadas a instituições, com a nítida intenção de tentar aparentar credibilidade".
"A regra geral", diz o presidente da Associação, "é que pedido de pagamento antecipado em troca de vagas de emprego existentes sugere golpe. E cobrança de parcela dos salários é desprovida de ética".
Os dirigentes da ABRH acrescentam que a prestação de serviços que visam orientar pessoas na melhoria de currículos, comunicação pessoal, preparação apropriada para entrevistas e outras do tipo não é proibida no Brasil e pode ser remunerada.
"O que não pode é associar essa prestação de serviço à oferta de vaga de emprego", dizem eles, confirmando que "via de regra, as consultorias são remuneradas pela empresa que possui as vagas, não cabendo nenhuma forma de cobrança aos candidatos".

'Promessas mirabolantes'

O diretor-executivo do Procon-SP, Fernando Capez, complementa que "promessas mirabolantes" - como salários muito acima da média - são sinais de alerta e que é preciso cuidado redobrado com empresas que garantem vaga".
"Com o desemprego alto, aumenta o desespero das pessoas e é mais fácil cair nesse tipo de golpe", diz ele.
Diante de eventuais reclamações dos candidatos, o Procon pede explicações à empresa e investiga o caso. "Se houver mentira envolvida, além de ser caso de Procon é caso de polícia porque se trata de estelionato", observa Capez.
O diretor ressalta que "o consumidor deve estar atento tanto ao anúncio de emprego quanto a um eventual contrato, se concordar em assiná-lo". É possível levá-lo ao Procon antes para checar se há irregularidades.
"As partes podem assinar contratos, desde que seja às claras. O que não pode haver é mentira".
Apesar de não ter feito uma denúncia formal, Rebeca tem alertado outros profissionais pelo WhatsApp.
"Quantas pessoas não caem nessa armadilha?", pergunta.
Fonte: MSN Dinheiro

ONU e parceiros abrem inscrições para prêmio sobre igualdade de gênero nas empresas.



Estão abertas as inscrições para o Prêmio WEPs Brasil – Empresas Empoderando Mulheres, iniciativa que busca incentivar e reconhecer os esforços das empresas que promovem a cultura da equidade de gênero e o empoderamento da mulher no Brasil. Inscrições até 31 de maio.

Estão abertas as inscrições para o Prêmio WEPs Brasil – Empresas Empoderando Mulheres, iniciativa que busca incentivar e reconhecer os esforços das empresas que promovem a cultura da equidade de gênero e o empoderamento da mulher no Brasil.
A edição 2019 tem como realizador o Programa Ganha-Ganha: Igualdade de gênero significa bons negócios – uma parceria entre ONU Mulheres, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a União Europeia, com financiamento da União Europeia, e tem como objetivo promover o empoderamento econômico e a liderança das mulheres como um dos pilares para um crescimento sustentável, inclusivo e equitativo. A Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas também é parceira.
Podem se inscrever empresas privadas e públicas, subsidiárias de multinacionais e/ou suas filiais no Brasil que, em termos de porte, se enquadrem como Micro&Pequena Empresa (MPE), Média ou Grande Empresa, conforme os critérios descritos.
A inscrição é gratuita e será realizada exclusivamente pelo site, na opção “Inscrições”. Para participar, a empresa deve criar um login e senha de acesso ao Instrumento de Autoavaliação (questionário), o qual estará disponível para preenchimento até 31 de maio de 2019.
Todos os detalhes em premiowepsbrasil.com.br.
Fonte:ONU

GOVERNADOR WITZEL MENTIU PARA ELEITORES?

Por Compartilha Rio
Witzel contraria promessa de campanha e se interna em hospital particular para exames

Ex-juiz anunciou que, caso fosse eleito, só frequentaria hospitais públicos. Assessoria informou que o Hospital Samaritano era a unidade de saúde mais próxima.

O governador do Estado do Rio de Janeiro, que passou mal na tarde de última quinta-feira (2), fez exames no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ao dar entrada em uma unidade particular, Wilson Witzel contrariou uma promessa de campanha: ele anunciou que, caso fosse eleito, só frequentaria hospitais públicos. 

O ex-juiz federal afirmou ainda que cancelaria os planos de saúde para frequentar somente a rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Depois da eleição, ele disse que manteria o plano para garantir o atendimento em caso de viagem. 

Os exames feitos pelo governador indicaram resultados dentro da normalidade, mas os médicos pediram que ele passasse por mais avaliações. 

A nota divulgada pela assessoria do governador Wilson Witzel informou que ele foi para uma unidade de saúde privada porque o Hospital Samaritano fica perto do Palácio Laranjeiras. 

Não muito longe dali, porém, fica o Hospital Municipal Rocha Maia, em Botafogo. 

Fonte: G1

Você sabe o que vai rolar neste Final de Semana em Resende?


Por: Marcus Vinicius


Você está preparado para a Festa que vai acontecer nesse final de semana?

A Festa da Semana da Valorização Região da Grande Alegria, se inicia hojecom hora previsto das 18h, e vai até no Domingo, com muitas atrações e realizações de diversos assuntos para os munícipes da região. Haverá programação para todas as pessoas, também haverá uma campanha para Castração, onde a PREFEITURA RESENDE irá distribuir senhas para realizar as castrações de gatos e cães, será no Domingo a partir das 9h da manhã.

Falando em Evento, terá a corrida do Federal Rosa, uma iniciativa da Polícia Federal e Federal Kids, que aconteceu em Janeiro do decorrente ano, que foi um sucesso estourou o público alvo, em parceria da Prefeitura de Resende, iniciou essa campanha contra o feminicídio, o evento acontece Domingo às 8h, Em frente ao Centro Comercial da Cidade Alegria (Rodão), Alegria, Resende.

Fonte: Prefeitura de Resende

Limites: você conhece e respeita os seus?


Você sabe quais são seus limites? Sabe dizer ou pelo menos sente quando foram ultrapassados? Você costuma respeitá-los ou extrapola seus limites com você mesmo, seu tempo, seu trabalho, com a sua família, suas finanças e nos seus relacionamentos? Você consegue dizer “não” para os outros, para o que não quer, não pode, não gosta? Se coloca em relações e situações que não tem como lidar no momento? Alguns acreditam que colocar limites é ser egoísta. Será que é isso mesmo?
Eu não saberia responder a estas perguntas há alguns anos atrás. Não saberia dizer quase nada sobre o que eram os meus limites. Até que comecei a entender que muitos dos meu problemas vinham da falta deles.
Dizer não pode ser uma tarefa difícil quando não sabemos porque, quando e como dizer. É preciso ter autoconhecimento para se entender, para saber o que vale o nosso sim e o que vale o nosso não. O que sentimos, o que queremos. E quando e como vale dizer: “Ei, não gostei, não quero, prefiro assim, que tal se… etc”.
Entender porque e pra que estamos dizendo não e depois como vamos dizer esse não – às vezes até sem precisar falar de fato a palavra “não” – vale demais a pena. Muda nossas vidas completamente.
Em alguns momentos vamos precisar saber dar um “não” firme, para nós e/ou para o outro. Em outros momentos cabe um não amoroso e generoso, cabe negociar, e principalmente cabe antecipar situações para não termos que chegar nos limites delas. Cada caso é um caso e cada passo dado é um treinamento, uma experiência somada onde vamos ganhando confiança e aprendendo a lidar com os desconfortos que vem de se apropriar e expressar os nossos nãos e nossa verdade. Desconfortos estes que evitamos tanto, e que por evitarmos, nos trazem desconfortos muito maiores, muitas vezes.

Limites x egoísmo

Sempre que falo sobre limites, uma das primeiras questões que aparecem é o egoísmo. E isso trata-se de um mito. Temos essa ideia de que colocar limite é ser egoísta, porque acreditamos estar privando uma pessoa de algo e que o amor não incluiria isso. Mas quando a gente coloca limites em nossa vida, podemos notar que é justamente o oposto.
Nosso amor pode ser infinito, mas nossas relações precisam de limites para prosperarem de forma uma saudável. Deixar nossos limites claro e respeitar o do outro é um cuidado com a nossas relações.
Se eu não coloco limites nas minhas relações, o que poderá acontecer é um grande desgaste. Eu vou me sentir ressentida quando o outro ultrapassar meus limites, e vou tentar conseguir o que quero de uma forma não clara e indireta, tentando manipular o outro, ou posso me tornar passivo-agressiva. O que gera muita toxidade numa relação e falta de confiança.
A clareza que vem dos limites é muito mais saudável, amorosa e gera muito mais intimidade e confiança numa relação, seja ela qual for. Claro que geram desconfortos e nos pedem para lidar com frustrações, mas isto faz parte de se relacionar e amadurecer.
Quando colocamos limites nas relações vamos também deixando mais claro nossos desejos e intenções e dando espaço para o outro fazer o mesmo. E assim, vamos permitindo que o outro nos conheça de verdade e deixando o outro se mostrar também, criando mais confiança. Afinal, se todos temos nossos limites, eles fazem parte de quem somos.
O que você preferiria: uma relação que tenha mais clareza, transparência e confiança ou uma relação com uma comunicação mais indireta, talvez bastante passivo-agressiva e imprecisa, onde as coisas ficam apenas subentendidas?
Acredito que quando a gente coloca esses dois pontos na balança, a maioria de nós começa a perceber: “Nossa, pode ser muito mais egoísta não colocar os meus limites e não comunicá-los de uma forma clara, deixando o outro no escuro, tentando adivinhar o que quero, privando-o de conhecer o que gosto e/ou não gosto e o que é importante pra mim”. E vice e versa.
A gente começar a perceber que colocar limites na verdade é cuidar da relação para não deixar ela chegar no ponto de desgaste, quando a gente perde muito mais a força de tomar decisões boas para todas as pessoas envolvidas.

E os limites nas relações familiares?

Nas relações familiares, bem sabemos, é muito comum que os limites de todos fiquem vulneráveis por conta da pseudo intimidade que existe entre seus membros. Essa aparente “liberdade” maior pode fazer um parente se sentir livre para nos tratar como desejar, opinar muito sobre nós e tentar controlar o que fazemos. Porém, é importante lembrar que intimidade não é sobre invasão, e sim, poder dizer como me sinto, poder me mostrar e ser vista de verdade.
Para estabelecer limites nas relações em família, comece a ter clareza do que você gostaria nestas relações e o resultado que deseja das interações que participar. Quando você sabe o que quer, até onde quer ir, você pode começar a expressar como quer ser tratado e como não gostaria de ser tratado. No começo pode não ser nada fácil pois é estranho, novo. Mas com pequenos passos, e com a linguagem adequada vamos tomando confiança.
Por exemplo, saiba se ao contar uma determinada coisa em família, o que deseja: opiniões, feedbacks, sugestões, empatia, apenas escuta, celebrar, etc. Depois disso seja pró-ativo, antes de começar, explique porque está contando aquilo e o que gostaria ou precisa: “Estou contando isso porque queria apenas dividir com vocês e celebrar isto”, diga que não está aberto a opiniões no momento se você não gostaria de receber a opinião/conselho não solicitado do outro. Assim o outro também se sente mais seguro.
Deixando as coisas mais claras nas nossas relações elas podem fluir muito melhor. E o outro entende mais como é que ele pode contribuir para a nossa situação, se for da vontade dele.
Todavia, as coisas não funcionam de uma maneira linear, e nem preto no branco. Ainda vão ter aqueles que se intrometem na vida alheia de forma impositiva, taxativa, constrangedora, etc, mesmo quando já foram alertados. Como colocar limites diante dessas situações? Nesse caso, você pode estabelecer consequências caso essas ações continuem. Deixe claro para esta pessoa como você vai agir. Explique que se ela continuar você vai: se retirar, deixar de compartilhar estas questões com ela, etc. E caso esta pessoa volte a insistir, realmente faça o que prometeu, seja firme pois, desta forma, esta pessoa terá a oportunidade de sentir o impacto do comportamento dela. Muitas vezes é isso o que é necessário para que alguém comece a mudar seus comportamentos e a respeitar mais o limite dos outros.
É importante lembrar que intimidade não é sobre invasão, e sim sobre poder dizer como me sinto, poder me mostrar e ser vista de verdade.
Além disso, quando conseguimos dar um basta, nos posicionar ou negociar situações que nos incomodam, vamos nos fortalecendo. Começamos a entender que podemos contar com nós mesmos para enfrentar desafios. E mesmo que tenhamos que lidar com culpa – pois no começo é muito provável que a gente vá sentir ela ao estabelecer nossos limites – sabemos que podemos cuidar dos nossos sentimentos pois temos alguém do nosso lado que nos protege e acolhe. E esse é alguém somos nós.

Limites nas finanças

Agora existem também outros limites nas nossas vidas. Diversas pessoas têm dificuldades para entrar em contato com limites, principalmente quando falamos de dinheiro. O que fazer? Uma das coisas mais belas sobre aprender limites é que isso nos obriga a estar em contato com a: realidade. Isso significa sair da fantasia e da ideia de que as coisas são infinitas. A palavra limites já diz: algo que é limitado. E o que é limitado? Nosso tempo, nossa energia, nossos recursos. E isso é estar em contato com a realidade.
Se nosso tempo e energia são limitados, não poderemos dizer sim para tudo, não conseguimos dar conta. E por isso precisamos priorizar as coisas baseadas nos nossos valores e objetivos mais importantes para nós.
Assim é também com a nossa vida financeira. Se sabemos que este é um recurso limitado (e cada um sabe das sua situação), podemos encarar a nossa realidade financeira pensando no quadro geral dela, revendo os gastos, dando prioridades. E isso não significa tirar o nosso prazer também. Apenas ter uma ideia clara do que será destinado a isso de acordo com o que podemos agora.
E é interessante pensar que quando realmente sabemos do que gostamos e nos dá prazer, podemos dizer não mais facilmente a muitas das gratificações instantâneas impulsivas que muitas vezes são ralos de escoamento que não nos permitem investir no que realmente importa: em criar uma vida boa para nós, com mais segurança, prazer e menos desespero.
Agora podemos também depender financeiramente de alguém, isso pode trazer várias questões para nossa vida também. Nestes casos limites também serão importantes. Se está é a nossa situação, o ideal é que possamos pensar na prevenção de futuros problemas deixando tudo sempre muito claro e acordado. Alinhe expectativas, deixe claro as suas e de todos os envolvidos.
Se tiver dúvidas, pergunte. Pergunte para a pessoa o que ela espera de você enquanto está te ajudando. Veja se isso funciona para você. Ao fazer isso, você estará estabelecendo um acordo entre vocês, e você se sentirá mais seguro entrando de forma mais tranquila e transparente nessa situação. Além de estar prevenindo muitos desgastes nesta relação.
E sim, é possível que você possa ficar decepcionado com algumas respostas, sempre que decide deixar as coisas mais claras. Entretanto sabendo do desejo e intenções do outro, e podendo expressar os seus, terá como negociar os quesitos desse acordo antes de ficar refém de situações ou sentimentos desconfortáveis.
E saiba: sempre existe a possibilidade de reconfigurar um acordo, checar como as coisas estão para todos e se existem formas de melhorar.

Fonte: MSN Estilo de Vida

PRB vai mudar de nome e virar 'Republicanos'



Marcos Pereira é o atual presidente do PRB


Criado em 2005, quando abrigou José Alencar, então vice-presidente de Luiz Inácio Lula da Silva, ainda no início da era PT, o PRB quer deixar para trás a aliança com a esquerda e se posicionar como opção para o eleitorado conservador. A legenda, que construiu nos últimos anos uma das maiores bancadas no Congresso, passará a se chamar somente "Republicanos" e se denominará, daqui para a frente, um partido de centro-direita


A classificação é calculada. O partido quer criar um movimento independente do bolsonarismo, que é descrito como um exemplo de uma direita "radical". As linhas de trabalho, porém, serão as mesmas de Jair Bolsonaro na campanha vencedora do ano passado: os Republicanos serão conservadores nos costumes e liberais na economia. A diferença, dizem, é que o discurso será menos extremado e haverá mais convicção no liberalismo.
Diferenciar-se de outras siglas que militam no campo conservador, especialmente do PSL de Bolsonaro, atende a uma estratégia: a sigla já mira em 2022. O plano é aumentar o número de prefeitos e vereadores no ano que vem de forma significativa para, se possível, ter um nome competitivo na próxima disputa presidencial. "Não mudaremos só de nome. Mudaremos de postura. Estamos preparando o partido agora para os próximos 15 e 20 anos", diz o deputado Marcos Pereira (SP), vice-presidente da Câmara e presidente nacional do PRB desde 2011.
O partido vem crescendo a cada eleição. Passou de 54 prefeitos em 2008 para 106 em 2016. No mesmo período, o número de vereadores saltou de 780 para 1.604. A bancada na Câmara tem hoje 31 deputados federais e é a oitava maior da Casa, à frente de legendas tradicionais como o PSDB e o DEM.
Na avaliação da cúpula, porém, para dar um salto daqui em diante seria preciso dar ideologia à sigla, que tinha um programa generalista. Isso ficou claro, segundo Pereira, já em 2016, onde a busca por um nome de fora da política apareceu nas eleições municipais, sinalizando o desgaste das siglas tradicionais.
No fim de 2017, Pereira montou então um grupo para estudar qual seria a cara do "novo PRB". Era preciso se distanciar de siglas vistas como "fisiológicas". Faltava identidade ao partido, que tinha histórico de participar de administrações variadas.
Histórico
A sigla foi fundada em torno de José Alencar, empresário que foi vice de Lula em seus dois mandatos. Compôs o ministério dos dois governos de Dilma Rousseff - até ser o primeiro aliado a apoiar o impeachment. E finalmente embarcou no governo Michel Temer, ocupando um ministério.
Ao mesmo tempo, ficou conhecido como o "partido da Igreja Universal". A sigla tem número grande de candidatos egressos da denominação religiosa, liderada pelo bispo Edir Macedo. Com o crescimento da legenda, a participação de católicos e outros evangélicos aumentou de forma significativa, mas a ligação com a Universal permanece - Pereira, por exemplo, é bispo licenciado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Política ao Minuto

BRASIL - 28 MILHÕES DE DESEMPREGADOS

Por Coaching Resende
Faltou trabalho para montante recorde de 28,3 milhões no País

A taxa aumentou de 23,8% no trimestre até dezembro de 2018 para o nível recorde de 25,0% no trimestre até março deste ano

Faltou trabalho para um montante recorde de 28,324 milhões de pessoas no País no trimestre encerrado em março, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa composta de subutilização da força de trabalho aumentou de 23,8% no trimestre até dezembro de 2018 para o nível recorde de 25,0% no trimestre até março deste ano.


O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial - pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar.
No trimestre até março de 2018, a taxa de subutilização da força de trabalho estava mais baixa, em 24,6%.
População desocupada
Segundo o IBGE, a população desocupada (13,4 milhões) cresceu 10,2% (mais 1,2 milhão de pessoas) no trimestre encerrado em março frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2018 (12,2 milhões). Em relação a igual trimestre de 2018 (13,6 milhões), a variação não foi estatisticamente significativa, de acordo com o instituto.
População ocupada
O total de pessoas trabalhando no País desceu a 91,863 milhões de trabalhadores no trimestre encerrado em março, conforme os dados da Pnad Contínua.
O mercado de trabalho fechou 24 mil vagas com carteira assinada no setor privado no trimestre encerrado em março, em relação ao trimestre terminado em dezembro de 2018. Ao mesmo tempo, o contingente de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado diminuiu em 365 mil pessoas.
O setor público teve fechamento de 234 mil postos de trabalho em apenas um trimestre. O emprego como trabalhador doméstico encolheu em 149 mil pessoas.
Outros 25 mil indivíduos deixaram o trabalho por conta própria. O contingente de empregadores encolheu em 85 mil pessoas.
Desalento
O Brasil tinha 4,843 milhões de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em março, segundo os dados do IBGE.
O resultado significa 180 mil desalentados a mais em relação ao trimestre encerrado em dezembro de 2018. Em um ano, 256 mil pessoas a mais caíram no desalento.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade - e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.
Subocupação por insuficiência de horas
A taxa de subocupação por insuficiência de horas ficou em 7,4% no trimestre até março, ante 7,4% no trimestre até dezembro de 2018.
O indicador inclui as pessoas ocupadas com uma jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior. Na passagem do trimestre até dezembro de 2018 para o trimestre até março de 2019, houve um recuo de 103 mil pessoas na população nessa condição. Em um ano, porém, o País ganhou mais 624 mil pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas.
Em todo o Brasil, há 6,768 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas.
Fonte: Economia ao Minuto